Prolongamento
"Entrada a pés juntos e por trás de André Villas-Boas ao Benfica"
2021-11-03 11:15:00
Antigo treinador do FC Porto diz que o que se passou no clube encarnado foi "escandaloso"

A propósito da detenção de Luís Filipe Vieira, que na altura era presidente do Benfica, o antigo treinador do FC Porto André Villas-Boas teceu alguns comentários à margem da Web Summit. Para o portuense, o caso Cartão Vermelho, no qual Luís Filipe Vieira é o principal arguido, coloca o emblema encarnado num cenário que Villas-Boas classifica de “escandaloso”.

"O que se passou no Benfica foi algo escandaloso, se bem que todas as pessoas têm direito a defender-se dos processos em que estão envolvidos", disse André Villas-Boas, tecendo outros comentários sobre a realidade da política nacional e o desporto. "Basta ver o estado da política atual, o estado e caos e corrupção que está ligado à política e ao desporto".

Estas palavras geraram agitação entre benfiquistas, portistas e não só, motivando diversas reações e comentários de análise ao que disse o antigo timoneiro do FC Porto, que ajudou, por exemplo, o emblema da Invicta a conquistar uma Liga Europa.

Para José Sousa, antigo futebolista, "foi uma entrada a pés juntos e por trás", por parte de André Villas-Boas ao emblema rival do FC Porto.

"Foi duro e acho que não havia necessidade. Acho que não havia a mínima necessidade", considerou José Sousa, entendendo que Luís Filipe Vieira faz parte do passado encarnado.

"Luís Filipe Vieira já não é presidente do Benfica, é o Rui Costa", realçou o antigo jogador, em declarações na Sport TV, insistindo que, a seu ver, as palavras de André Villas-Boas poderiam não ter sido ditas.

"Para mim, é escusado, mas André Villas-Boas é menino para dizer aquilo que bem entende", salientou, realçando, todavia, que "não fica bem" tecer este tipo de comentários.

No âmbito da operação Cartão Vermelho, recorde-se, o ex-presidente do Benfica, à data líder encarnado, chegou a estar detido até ser presente a um juiz de instrução criminal.

Atualmente, Luís Filipe Vieira encontra-se em liberdade mas tem de cumprir algumas regras que lhe foram aplicadas pelo juiz de instrução Carlos Alexandre. O ex-presidente encarnado não pode sair do país, tendo sido obrigado a entregar o passaporte. Além disso, Luís Filipe Vieira também está proibido de contactar com os outros arguidos do processo Cartão Vermelho, exceção feita a Tiago Vieira, filho do antigo líder encarnado.

Nesta operação, as autoridades investigam, além de Luís Filipe Vieira e de Tiago Vieira, o empresário José António dos Santos e o advogado e agente Bruno Macedo.