Prolongamento
"Com o medo da morte não podemos deixar de viver", diz Pinto da Costa
Redação
2020-12-22 11:40:00
Presidente do FC Porto faz balanço do ano

O ano está a chegar ao final e Pinto da Costa não tem razões de queixa a nível desportivo pois conquistou o campeonato e Taça de Portugal, afinal dos dois títulos mais prestigiados a nível interno.

Mas 2020 foi o ano de todas as mudanças e medos para Pinto da Costa por conta de uma pandemia que sobrepõe-se a tudo o resto, com o presidente portista a lamentar a forma como o vírus tem afetado a vida das pessoas em todo o mundo e as vidas que tem roubado, sendo que a ele já lhe tirou um amigo, em alusão a Reinaldo Teles.

Pinto da Costa diz que sentiu "na pele os seus efeitos com a perda de um grande amigo e grande dirigente, um grande companheiro de muitos anos que foi o Reinaldo Teles".

Por isso, apesar dos sucessos desportivos dos azuis e brancos, Pinto da Costa não olha para 2020 como um ano de glória total, ainda que tenham vencido campeonato e Taça de Portugal e tenha assistido à campanha de sucesso dos azuis e brancos na Liga dos Campeões, onde o clube está apurado para os oitavos de final, onde vai encontrar a Juventus.

O presidente dos portista diz que o ano tem sido marcado por uma constante preocupação devido à pandemia. "Eu tenho vivido esta tragédia, que é autenticamente assim que se deve classificar a pandemia que atingiu o mundo, da mesma forma que todos os portugueses. Com preocupação, com alteração das regras de viver, com limitações daquilo que é o nosso dia a dia".

Estes têm sido tempos de "muito sacrifício, de muita luta", diz Pinto da Costa, realçando que as coisas têm de continuar a ser feitas e o trabalho que realiza no Dragão vai prosseguindo, nomeadamente ao nível das renovações de jogadores.

"Não podemos deixar de trabalhar. Com o medo da morte, não podemos deixar de viver. Temos de viver. Cumprir as nossas obrigações, procurar ser útil aos outros".

E para os profissionais de saúde, Pinto da Costa deixa um rasgado elogio. "Os médicos, os enfermeiros, as enfermeiras, têm sido fantásticos", disse o dirigente, realçando que estes nem sempre têm o reconhecimento que acredita merecerem.

"Pelas passagens que tive em hospitais, duas ou três vezes, fiquei com uma profunda admiração pelos profissionais de saúde, nomeadamente pelos enfermeiros e seus auxiliares", disse, acrescentando "a forma como eles, em silêncio, ouvem até muito disparate de pessoas que deveriam cuidar deles".

Pinto da Costa lamenta e critica alguns que "se preocupam mais em falar, em aparecer, em ter protagonismo do que em defender os profissionais de saúde".

"Por isso o meu apreço, o meu relevo, a minha grande admiração, é para os profissionais de saúde, nomeadamente médicos e enfermeiros", referiu Pinto da Costa, em declarações na TSF sobre a pandemia.