Prolongamento
"Benfica assentou pés no chão e viu que isto não é época onde todos se ajoelham"
2021-10-07 10:45:00
"Campeonato está quente", diz ex-dirigente leonino que desafia Sporting a lutar pelo bicampeonato

Depois de uma temporada em que falhou todas as metas, o Benfica partiu para sua a versão 2021/22 carregado de incertezas e muita pressão, a começar desde logo com a necessidade de entrar na fase de grupos da Liga dos Campeões, enfrentando duas eliminatórias. A somar à necessidade de estar entre os 'poderosos' europeus na Champions, o clube da Luz enfrentou o defeso com um caso judicial que levou à queda de Luís Filipe Vieira do cargo de presidente, sendo rendido por Rui Costa.

Se a tudo isto se juntar a tradicional dificuldade financeira que os clubes lusos enfrentam por oposição a outros 'tubarões' europeus ou clubes endinheirados das arábias, então a equação não era de todo favorável para os lados da Luz. Só que jogo a jogo, meta a meta o Benfica foi ultrapassando dificuldades e vencendo nas diferentes vertentes. Depois de alcançar um empréstimo obrigacionista, a nível desportivo deixou pelo caminho o Spartak de Rui Vitória e o PSV e chegou à fase de grupos da Liga dos Campeões onde, até ao momento, tem quatro pontos somados, fruto de um empate em Kiev e uma vitória na Luz sobre o Barcelona.

No campeonato, a liderança foi alcançada com vitória atrás de vitória, algumas em campos tradicionalmente complicados. E tudo parecia correr 'às mil maravilhas' até que o Portimonense foi à Luz, no último domingo, e venceu as águias, num jogo onde, apesar de tudo, a crítica vem defendendo que o Benfica fez por merecer outro resultado.

Seja como for, a derrota caseira das águias juntamente com os triunfos de Sporting, em Arouca, e FC Porto sobre o Paços de Ferreira permitiram aos rivais dos encarnados uma aproximação no topo. E o campeonato segue relançado, numa altura em que Pinto da Costa, presidente do FC Porto já veio a público defender que alguns quiseram afastar os dragões da disputa da I Liga. "Já havia quem ditasse sentenças quase definitivas no que ao título diz respeito", salientou Pinto da Costa.

 

Henrique Monteiro, que fez parte da estrutura diretiva do Sporting, vê o atual campeonato com ambição para as cores leoninas e entende que a competição está "quente" nesta fase.

O ex-dirigente salienta que sonha com a revalidação do título em Alvalade embora reconheça que não será uma tarefa fácil para a formação orientada por Rúben Amorim. Ainda assim, desafia o plantel leonino a lutar, até porque o Benfica, que vinha numa caminhada triunfal, escorregou.

"Temos de correr atrás dos sonhos, agora que, apesar da falta de sorte, o Benfica já assentou os pés no chão, e viu que isto não era uma época onde todos se ajoelhavam à sua passagem", afirmou Henrique Monteiro.

Em artigo de opinião no jornal A Bola, o antigo dirigente dos leões falou ainda sobre a recente assembleia geral que levou ao chumbo do relatório e contas apresentado pela administração de Frederico Varandas.

Para Henrique Monteiro, o "Sporting não pode estar dependente de 400 sócios com tendência para arruaceiros". "Na última assembleia geral eu poderia ter aparecido (e tenho bastantes votos), mas não o fiz. Porquê? Porque os arruaceiros, além de insultarem e falarem e interromperem e atacarem tudo o que está à frente, intimidam quem não está por eles. Se conhecerem alguém que pague quotas e Gamebox para, nos atos mais importantes do clube - as assembleias - ser insultado, levem-no a um psicanalista".

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