Prolongamento
Barreirense e Fabril: dois galos para um poleiro
2017-07-12 20:00:00
Rivais do Barreiro estão de regresso aos escalões distritais

No Barreiro, há dois gigantes adormecidos. Futebol Clube Barreirense e Grupo Desportivo Fabril do Barreiro são as duas principais forças do futebol barreirense e desceram, novamente, ao futebol distrital. Na próxima temporada, o ambiente vai aquecer: o dérbi do Barreiro está de volta a Setúbal, mais de 43 anos depois. O último dérbi do Barreiro, nos escalões distritais, jogou-se a 24 de março de 1974, curiosamente – ou talvez não – um mês antes do 25 de abril, apontado como momento-chave no início do declínio do Fabril. Mas já lá vamos.

No hino do Barreirense canta-se, pelo meio, "sempre em ordem com fé e nobreza, vão mantendo o lugar conquistado. Só assim é que é respeitado vosso posto de glória e grandeza". Mas a letra, perdoem-nos os barreirenses, não está atualizada. O clube não tem conseguido manter o lugar conquistado no século XX. Ao pé do campo da Verderena, casa do Barreirense, há um quartel dos Bombeiros. Numa fase em que Portugal tanto fala das falhas do SIRESP nas emergências nacionais, o Barreirense precisa, urgentemente, de um SIRESP futebolístico que o salve do abismo.

Melhor não está o Fabril. Nos seus tempos áureos, o clube chamava-se CUF. Perdoem-nos também os fabris pela piada fácil, mas esta CUF precisa mesmo de cuidados de saúde.

Na Verderena, o Bancada foi recebido por um funcionário do campo. Com um balde na mão e de tronco nu, por respeito ao calor, abordou, de imediato, o dérbi que se avizinha. “Vai ser bonito, vai…”. Mas é uma rivalidade assim tão acesa? “Ohhh pá, é uma guerra terrível. Vai ser terrível. Só pode subir um, a merda é essa. Quem tiver mais 'unhas' é que sobe”.

No Fabril, a receção foi diferente. Entre uma postura mais rude ou apenas uma estrutura mais profissionalizada – e, por isso, menos acessível – não sabemos bem o que pensar. “Quer conversa, fale com a direção”. 1-0. Estávamos a perder e mudámos o "alvo". “Peça autorização à direção, por e-mail, e logo vemos se temos entrevista ou não. Isto passa tudo pela direção. De outra forma, não posso falar”. 2-0. Resultado dilatado. Fim do jogo (pelo menos até à resposta ao e-mail). 

“Vamos comê-los vivos”

O Bancada foi, então, à rua e aos cafés barreirenses. Com dois clubes e entrar na mesma reportagem, o problema era evidente: as pessoas não têm “Barreirense” ou “Fabril” escrito na testa. Arrisquemos: “Bom dia. Algum dos senhores é adepto do Barreirense ou do Fabril?”.

A vida é feita de sorte: na mesma mesa, num dos cafés, dois adeptos do Barreirense e um do Fabril. Uma autêntica tertúlia a ser cozinhada mesmo ali. “Eu já disse aqui ao Cândido que nós vamos comê-los vivos, car... Mas é que não tenha dúvidas disso”.

Isso é que era bom. O verde do Fabril vai virar branquinho. E é branquinho sujo”, responde Cândido, adepto do Barreirense.

Deixemos as provocações mordazes. “Isto vai ser cá uma guerra… pode anotar: até vai ferver. Venha cá ver o jogo e vai ver se não tenho razão”. A premonição é feita pelo Sr. Mário, aludindo aos duelos entre Barreirense e Fabril, na próxima temporada, na 1.ª divisão distrital de Setúbal. Se a rivalidade histórica e a proximidade geográfica não o convencem, há outro dado: apenas o primeiro classificado da A.F. Setúbal é que dará acesso ao Campeonato de Portugal, o que equivale a dizer que apenas uma destas equipas – poderá até nem ir nenhuma – voltará aos campeonatos nacionais em 2018/19. Para próxima temporada, pelo menos, só há um poleiro para dois galos.

Acho que o Barreirense subirá outra vez. Estamos a preparar bem a equipa. A competição com o Fabril é saudável e ajuda-nos a manter o nível competitivo”, garante José Paulo Rodrigues, presidente do Futebol Clube Barreirense.

Mais agressivo – com algumas tiradas descomplexadas, que lerá um pouco por toda a reportagem – foi Faustino Mestre, presidente recém-eleito no Fabril, cargo que já ocupou no passado. “O que me diz está tudo certo, mas só se enganou numa coisa que disse: o Fabril não vai lutar para subir de divisão, o Fabril vai subir de divisão. Vamos subir porque somos os melhores”, dispara, antes de acrescentar: “Que ninguém tenha dúvidas de que nós vamos subir! E vamos subir para nos mantermos lá, não é para andar no sobe e desce. O clube tem condições para se manter no nacional à vontade. À vontade!”.

O Barreiro nunca celebrou um título da primeira divisão, é certo, mas atravessar o Tejo para lá ir jogar foi um pesadelo para os principais clubes nacionais, durante o século XX. Onde está esse ambiente hostil com que brindavam os adversários? A pergunta foi mesmo a pedir “sarilhos” na “tertúlia”…

Perdeu-se a chama do Barreiro. Os grandes bem que se borravam quando cá vinham jogar. Não era fácil jogar aqui. E digo isto quer do meu Barreirense, quer da CUF”, diz Joaquim Castanheira, antes de receber a resposta pronta: “Isso é verdade, já ninguém vai aos jogos. Mas há uma diferença: nós, no Fabril, se estivermos bem, podemos encher o estádio com 20 mil pessoas, enquanto vocês não têm campo para isso”.

Já não existe esse ambiente e essa mística que os caracterizava”, lamenta José Augusto, histórico jogador português.

O Bancada falou ainda com quem vê os dois clubes como adversários. Tiago Lacão, jogador do Amora, um dos principais rivais de Barreirense e Fabril, reconhece que o ambiente desses campos já não é o que era. “Já joguei nesses dois campos e, a meu ver, não existe ambiente difícil ou pesado. Não existe uma grande pressão exterior. Infelizmente, os estádios já não levam muitas pessoas e, sendo assim, a atmosfera é sempre diferente”.

Vistas por dentro, as causas estão identificadas. O presidente do Barreirense aponta o insucesso desportivo como causa da falta de ligação entre clubes e cidade: “Compreendo que as pessoas sintam essa falta de ligação. Mas é curioso que quando aumenta o nível competitivo dos clubes, as pessoas começam a aparecer. Poucas pessoas estão sempre disponíveis para apoiar o clube. Esse afastamento é resultado da diminuição competitiva a que Barreirense e Fabril chegaram (…) mas sempre que há um Barreirense-Fabril, que é um dérbi, isso chama as pessoas. É a memória daquilo que foram as grandes tardes de desporto entre os dois clubes”, defende José Paulo Rodrigues.

Mais uma vez, da conversa com o presidente do Fabril vem um tom bem mais decidido, ainda sobre o afastamento dos cidadãos barreirenses. “Não tenha dúvida de que até ao fim do ano eu tenho mais de três mil sócios [agora, tem cerca de 1000]. Ai vou tê-los, vou. Não tenha dúvidas disso”, garante.

No Fabril, como ilustra este aviso afixado nas paredes do Estádio Alfredo da Silva, o tempo não está para luxos e as quotas são uma receita essencial.

Temos dois rivais do Barreiro, dois clubes históricos, dois clubes com glória no futebol nacional. Mas temos também dois emblemas a cair, mais uma vez, ao abismo do futebol distrital. A questão é evidente: como é que um clube que ainda é o 16.º com mais participações na primeira divisão e um clube que, um dia, venceu o AC Milan, no Barreiro, estão nesta posição? Estas duas histórias ficam para daqui a pouco. Para já, façamos o diagnóstico aos dois “pacientes”.

Para descerem ao distrital é porque há ali pessoas que não são competentes. Há uns anos, quando eu lá jogava, os presidentes eram bons”, conta Azevedo, ex-jogador do Barreirense, numa opinião corroborada por José Augusto, ao Bancada: “Houve pessoas que se aproveitaram do Barreirense. Houve negócios mal feitos. Ou foram mal feitos com intenção ou então apenas correram mal”.

Sobre o Fabril, a queda do clube tem um rosto e um nome. “A minha opinião é de que o Fabril desceu novamente aos distritais porque o anterior presidente quis. Não posso ser mais claro: o anterior presidente, o Sr. Engenheiro António Fernandes, quis que o clube descesse”, acusa Faustino Mestre, antes de acrescentar: “vou-lhe dizer uma coisa: aquela equipa que eu encontrei no Fabril tinha valor suficiente para disputar era a subida, não era a descida”.

No Barreirense, no entanto, o motivo da descida é apontado, pelo presidente, como meramente desportivo: “As coisas não correram bem. Tivemos quebras no plantel. Não somos um clube profissional e a possibilidade de ficar com todos os jogadores é escassa. Além disso, os outros clubes também foram competentes. E houve alguns que tiveram, em determinada fase da competição, a possibilidade de reforçar o plantel, como o Atlético CP. O Barreirense não teve essa capacidade de investimento”.

Prometendo não maçar, é imperativo trazer um pouco de história, para que se perceba quem são, o que fizeram e de onde vêm estes clubes. Acima disto: por que motivo estes dois clubes são históricos e de onde nasceu esta rivalidade?

Dois clubes de passado cruzado

Uma passagem rápida pela história dos dois clubes faz-nos tropeçar em dados que não deixam dúvidas: estes dois clubes não pertencem ao distrital. E mais: andam sempre a par.

O Barreirense é o 16.º clube com mais participações na I Divisão (tem 24), enquanto o Fabril vem logo a seguir, com 23. Estão atrás de Atlético CP e Salgueiros, outros dois históricos afundados.

Em 1911, um grupo de aprendizes das oficinas dos Caminhos de Ferro fundou o Sport Recreativo Operário Barreirense, que mais tarde passou a Futebol Clube Barreirense. Pelo clube, passaram nomes como Chalana, Carlos Manuel, Bento, José Augusto ou Azevedo.

No Fabril, a história não vale mais nem menos, mas é mais diversificada. A Companhia União Fabril chegou a ser o principal grupo económico português e levou à formação do Grupo Desportivo da CUF, em 1937. Com o fim do Estado Novo, na década de 70, as alterações socio-económicas no país levaram a mudanças no grupo CUF e o próprio clube passou para Grupo Desportivo Quimigal, num período de menos fulgor desportivo das equipas de futebol. Já no início do milénio, estabeleceu-se o Grupo Desportivo Fabril. O clube teve jogadores como Manuel Fernandes, Fernando Oliveira ou Carlos Manuel, que jogou nos dois rivais barreirenses. A CUF chegou a apresentar um caráter de clube-empresa, mas não teve o sucesso, constatamos, de outras parcerias de sucesso a nível internacional como PSV e Phillips, Sochaux e Peugeot, Leverkusen e Bayer ou Red-Bull e Salzburgo.

Tal como nos números e nos períodos de maior fulgor, estes dois clubes também andaram a par nos seus sucessos e insucessos. E alguns dos seus melhores momentos têm um nome comum: o recentemente falecido Manuel de Oliveira.

Foi com este treinador que o Barreirense chegou ao quarto lugar da I divisão na temporada 1969/70. A equipa barreirense tinha nomes como Bento, José João, Delgadinho, Azevedo, Canário ou Câmpora. No ano seguinte, o clube disputou a Taça das Cidades com Feiras, antecessora da Taça Uefa.

Foi também com Manuel de Oliveira que o Fabril, ou a CUF, se quisermos, chegou a um dos maiores feitos da sua história. Em 1965, também na Taça UEFA da altura, o clube recebeu o poderoso AC Milan. Sem medo de nomes como Cesare Maldini, Balzarini, Trappatoni ou Rivera, a CUF venceu por 2-0, com golos de Fernando Oliveira (atual presidente do Vitória de Setúbal) e Abalroado.

E para ter abalroado os italianos, a CUF precisou do mítico Estádio Alfredo da Silva. Ainda agora, numa segunda-feira de verão, com o Fabril nos distritais, comprovámos que continua a ser dos palcos mais imponentes do futebol português. Cerca de 22 mil lugares fazem deste estádio o 13.º maior de Portugal, inclusivamente à frente dos Barreiros, do Restelo, do António Coimbra da Mota ou do Bonfim.

Separados por cerca de dois quilómetros, o Campo da Verderena e o Estádio Alfredo da Silva poderiam ser apenas um?

"Oh Faustino, eu não tenho os teus tomates”

Depois dos casos do Atlético CP e do Estrela da Amadora, já retratados no Bancada, quisemos confrontar o Futebol Clube Barreirense e o Grupo Desportivo Fabril do Barreiro com a possibilidade de uma fusão entre os dois clubes, que evitasse um cenário de falência, por um lado, e que pudesse espoletar uma só força barreirense, para chegar à Primeira Liga, por outro.

A recetividade ao cenário foi totalmente oposta. Sim, diz o Fabril. Não, diz o Barreirense. Sim, diz um histórico.

Faustino Mestre defende esse cenário e conta-nos uma história. “Quer que lhe conte uma história? A primeira pessoa a dar essa ideia chama-se Faustino Mestre. Eu propus isso já há alguns anos, quando ainda estava na presidência do clube. O presidente do Barreirense na altura, o Manuel Lopes, até me disse: "Oh Faustino, eu não tenho os teus tomates. Não tenho tomates para ir a uma Assembleia Geral propor aos sócios uma fusão entre os clubes”.

Questionado acerca da hipótese de os adeptos não apoiarem esse cenário, o presidente do Fabril mostrou-se despreocupado. “Perder adeptos? Epá, cada um dos clubes ia ter 500 sócios – os velhos do Restelo – a ir embora, mas não tenho dúvidas de que esses 500 de cada lado seriam substituídos por 5000 jovens. O futuro não pertence a esses velhos, pertence aos jovens. Temos de chamar os novos”.

Do lado do Barreirense, a recetividade é diferente. Muito diferente. José Paulo Rodrigues defende união de esforços em vez de fusão dos clubes: “Não acho que a solução seja essa fusão entre os clubes. A competição é saudável e isso teria um efeito negativo na oferta desportiva na cidade. Não é esse o objetivo”. “Mas estamos certamente em posição de falar de união. Unir os interesses e falar. Estaria perfeitamente disponível para pensar em formas de organização na partilha de meios”, disponibiliza-se o presidente do Barreirense.

Azevedo, ex-jogador do Barreirense, é a favor da fusão dos clubes. “Acho que uma fusão a dois era bem bom. Teriam a possibilidade de, juntos, irem até à primeira divisão”.

No Barreiro, não há apenas um nome barreirense, há dois.

Por isso, voltamos à rivalidade entre os clubes e recordamos as palavras de um barreirense que não liga ao futebol, mas que acaba por simpatizar mais com o Fabril, por razões familiares. “Nunca fui de ir aos jogos, não ligo muito. Mas sei que o Barreirense e a CUF, que agora é Fabril, sempre tiveram muita rivalidade. Mas se quer que lhe diga, não acho que seja uma rivalidade como o Benfica e o Sporting, por exemplo. É mais saudável”, diz-nos, atarefado, numa rua barreirense.

O Barreirense, que veste vermelho e branco, e o Fabril, que veste verde e branco, têm uma rivalidade positiva. Pelo menos é o que tentam veicular os presidentes dos dois clubes.

“É uma rivalidade sã. Não há a inimizade que havia há uns anos. As guerras não têm razão de ser”, explica Faustino Mestre, sem enjeitar a possibilidade de deixar uma “bicada” ao rival: “O Barreirense é um grande clube, é o segundo grande clube da nossa terra. Só com Barreirense e Fabril fortes é que há rivalidade. Se o Barreirense vier aqui jogar e nós lhes dermos quatro ou cinco, isto não fará sentido e vai desmobilizar as pessoas”.

A rivalidade é saudável e respeitamos muito o Fabril”, garante o presidente do Barreirense, um dos clubes que promete dar luta, entre outros, ao Amora.

Tiago Lacão, jogador do Amora, reconhece, ao Bancada, a força de Barreirense e Fabril, assumindo que “a descida destes dois clubes vai, sem dúvida, acrescentar mais uma dificuldade às já existentes e, consequentemente, acrescentar uma luta acrescida á subida aos nacionais”.

Dois seria bom, um é pouco

Lembra-se de lhe termos dito, no início, que, na próxima temporada, apenas uma equipa poderá regressar aos campeonatos nacionais? De olhos postos no futuro, ambos os presidentes concordam noutro aspeto: é escasso o número de equipas do distrital que ascendem ao Campeonato de Portugal.

É pouco, sim. Repare que mesmo no Campeonato de Portugal jogam 80 clubes, dos quais apenas dois sobem para a segunda divisão. Pior: descem 20. Criou-se um grupo de elite no qual é muito difícil entrar”, constata José Paulo Rodrigues.

Faustino Mestre é, como já sabemos, bastante mais duro. “Acho pouco. O anterior presidente da Associação de Futebol de Setúbal fez muita coisa mal feita, só olhava aos seus interesses pessoais. Esperemos que o novo presidente mude as coisas. Só subir um clube de Setúbal é pouco, é escasso. Setúbal tem de ter dois clubes a subir de divisão”.

Do Amora – que, em 2016/17, ficou em segundo lugar da A.F. Setúbal –, a opinião é semelhante: “Penso que subir apenas uma equipa é algo injusto perante a realidade que existe. É uma competição onde há equipas com qualidade e com condições para divisões superiores. Com a impossibilidade de subir mais do que uma equipa, todos os anos fica alguma por terra”. “Existiria mais competitividade e, possivelmente, mais equipas a disputar a subida de divisão. Isso só melhoraria a qualidade do futebol na A.F. Setúbal”, defende Tiago Lacão, atleta do Amora.

Fabril quer voltar a ser CUF

Não, não nos referimos a questões de nome. Tanto quanto sabemos, o Fabril continuará a ser Fabril. O que o clube quer, certamente, é voltar aos sucessos do tempo em que ainda era CUF.

Para o fazer, defende o presidente, há dois caminhos a percorrer (para além do de trazer os sócios de volta). O primeiro é terminar com a discriminação por parte da Câmara Municipal do Barreiro. “Este clube sofre uma grande discriminação por parte da Câmara Municipal. Foram tiradas algumas coisas ao Barreirense, nomeadamente ao nível do basquetebol, mas não nos foram dadas a nós, não percebo porquê”.

O segundo caminho é, curiosamente, um ponto comum dito pelos presidentes de ambos os clubes: trazer mulheres para o futebol. “É preciso trazer mulheres para esta casa. É preciso dar notoriedade e responsabilidade às mulheres, mesmo na sociedade em geral. Queremos trazer as mulheres para o Fabril”, aponta Faustino Mestre, numa ideia subscrita por José Paulo Rodrigues: “Devemos desafiar o desporto feminino e trazer as mulheres para o futebol”.

Para além do desporto feminino, o Barreirense aponta ainda o caminho da formação de jovens jogadores como principal base do seu sucesso futuro. “Tem de haver uma aposta clara na formação. E é essencial que essas equipas da formação se mantenham nos campeonatos nacionais”.

Como diz a inscrição no Estádio Alfredo da Silva, o futuro destes clubes começa aqui, no regresso ao distrital.

O reencontro entre Barreirense e Fabril, na 1.ª divisão de Setúbal, pode ser um “cheirinho” daquilo que era a rivalidade entre o Barreirense e a CUF, no passado.

Repetimos uma ideia que deixámos há pouco: o Fabril quer voltar a ser CUF – com as devidas aspas – e o Barreirense quer voltar a ser um viveiro de talento. No entanto, pelo menos para a próxima temporada, só há um poleiro para dois galos.