Em Viseu, o futuro não esquece de onde vem. Para celebrar mais de um século de vida, o Académico lançou uma peça de coleção que é, simultaneamente, um regresso às origens e uma declaração de amor à “prata da casa”.
Há camisolas que servem apenas para distinguir duas equipas num relvado. E há outras, raras, que servem para contar a história de uma cidade, de um povo e de um sentimento. Foi com este peso emocional que o Académico de Viseu FC apresentou a sua nova pele: um “Manto Negro” exclusivo, desenhado para comemorar os 111 anos do emblema viseense, sob o lema inspirador “O Futuro veste-se com a Prata da Casa”.
Não se trata apenas de um equipamento desportivo; é um objeto de culto limitado a 1111 unidades, carregado de simbolismo, que a equipa principal envergará numa única ocasião: na receção ao SC Farense, no próximo sábado, para a Liga Portugal 2.
Entre o negro profundo e o brilho da prata
A estética da nova camisola é um exercício de elegância e respeito. O negro predominante — a cor que historicamente impõe o respeito dos Viriatos — serve de tela para os detalhes em prateado. A escolha da prata não é acidental nem meramente decorativa. É uma metáfora visual para o talento local, a famosa “prata da casa” que Viseu sempre soube lapidar.
É uma homenagem à resiliência de uma região interior que constrói o seu destino com as próprias mãos e que, ao longo de 111 anos, exportou talento e garra para os palcos maiores do futebol nacional.
O regresso de um velho amigo
Para os adeptos mais antigos, olhar para a frente desta camisola será como viajar no tempo. Num golpe de nostalgia pura, o clube recuperou a marca “Visabeira” para o patrocínio principal.
Este detalhe é um “abraço” à história: foi este o primeiro patrocínio que o Académico ostentou, na longínqua época de 1986/87. Ver novamente aquele logótipo no peito dos jogadores é reavivar memórias de tardes de glória no Fontelo, cimentando a ligação com um parceiro que caminha lado a lado com o clube há décadas.
Detalhes que contam histórias
O que torna esta peça um verdadeiro tesouro para colecionadores são os pormenores quase invisíveis à distância, mas ensurdecedores para quem sente o clube:
- A Exclusividade: Cada camisola possui uma etiqueta numerada de 1 a 1111. Quem a comprar, não terá apenas “uma” camisola, mas sim “aquela” camisola, única no mundo.
- A Identidade: Nas costas, sob a nuca, repousa a silhueta de Viriato. O herói lusitano, símbolo eterno de coragem e resistência, guarda as costas de quem veste o manto.
- A Celebração: Na manga direita, um badge especial desenha a capicua “111”, celebrando a longevidade da instituição.
Uma campanha feita de lendas
Para lançar este equipamento, o Académico não recorreu a modelos, mas sim aos seus heróis. A campanha de apresentação foi protagonizada por um trio que dispensa apresentações: João Basto, Ramón e José Cruz.
Ao colocarem estas lendas no centro do palco, o clube enviou uma mensagem clara: o futuro constrói-se sobre os ombros de quem suou a camisola no passado. Estes jogadores, que marcaram gerações, foram os rostos escolhidos para passar o testemunho, numa ponte emotiva entre a bancada de ontem e o relvado de amanhã.
Onde encontrar a História
Esta peça de coleção, que promete esgotar rapidamente dada a sua natureza limitada, está disponível desde as 12h00 desta sexta-feira, 12 de dezembro.
Os adeptos que quiserem garantir o seu pedaço de história poderão fazê-lo através da Loja Online ou dirigindo-se à Loja Física, no Piso 1 do Palácio do Gelo Shopping.
No próximo sábado, quando a equipa subir ao relvado contra o Farense, não levará vestida apenas uma camisola preta e prata. Levará vestida a alma de todos os que, durante 111 anos, fizeram do Académico de Viseu o orgulho da Beira Alta.
