Prolongamento
"A claque do FC Porto deve ter ido pedir pastéis lá da confeitaria"
2022-06-27 14:55:00
"Até hoje não se soube mais nada a não ser que falaram com o Artur Soares Dias", refere ex-vice do Benfica

O antigo vice-presidente do Benfica João Braz Frade estranha que até hoje não tenham sido conhecidos desenvolvimentos relativamente à situação que ficou conhecida por caso do centro de treinos dos árbitros da Maia. O antigo dirigente do clube encarnado fala em tom sarcástico e destaca que a claque do FC Porto visitou os árbitros no centro de treinos na área metropolitana do Porto mas, até hoje, nada mais se soube a respeito desse momento que, na altura, recorde-se, motivou tensão junto das instalações com a presença das autoridades policiais.

"A claque do FC Porto vai fazer uma visita cordial ao centro de estágios dos árbitros. Até hoje não se soube mais nada a não ser que falaram com o Artur Soares Dias naquela altura com certeza deve ter sido para pedir pastéis de nata lá da confeitaria", ironizou João Braz Frade que colocou este tema numa altura em que comentava o chamado caso dos emails do Benfica.

Nesse processo, recorde-se, Francisco J. Marques, diretor de Informação e Comunicação do FC Porto, Júlio Magalhães, hoje jornalista da CNN Portugal e anteriormente responsável pelo Porto Canal e Diogo Faria, comentador daquela estação televisiva nortenha, foram pronúnciados pelo juiz Carlos Alexadre para irem a julgamento.

"O FC Porto através de alguém acedeu aos emails do Benfica. Pagou ou não pagou, ninguém sabe. Eu pelo menos não sei. Parece que terá sido aquele rapaz o Rui Pinto", disse João Braz Frade, em declarações na CMTV.

Por conseguinte, o antigo dirigente do Benfica disse ainda que no caso dos emails que foram divulgados em vários programas do Porto Canal "o crime compensou".

Segundo o Correio da Manhã, Francisco J. Marques irá responder em tribunal pela acusação de misturar conteúdo de emails diferentes para sustentar a tese "de um esquema de corrupção" montado no clube da Luz.

O Ministério Público e o juiz Carlos Alexandre acreditam que o diretor de Informação e Comunicação do FC Porto terá misturado correspondência eletrónica do Benfica para dar a ideia de que o emblema, na altura liderado por Luís Filipe Vieira, controlava as escolhas na arbitragem.

Do lado portista, Francisco J. Marques tem vindo a defender-se com o interesse público que diz que os emails representam e o seu conteúdo para a opinião pública.

A verdade é que caberá agora aos tribunais decidirem relativamente a um caso que se vai arrastando há já vários anos no sistema de Justiça português.