Presidente do Grupo Stromp estranha “silêncio” do Governo sobre o caso que envolve Vieira e lembra Alcochete
Num artigo de opinião publicado no site oficial do Sporting, Tito Arantes Fontes, presidente do Grupo Stromp, lança um ataque ao Benfica e ao poder político, tendo como base o afastamento do presidente Luís Filipe Vieira, classificando todas as incidências de “vergonhosos problemas”.
O responsável estranha o silêncio da classe política, numa semana em que o Sporting foi particularmente visado pelo Governo, em consequência dos festejos do título, com Eduardo Cabrita, ministro da Administração interna, a visar o emblema leonino. O ministro, recorde-se, acusou o Sporting de falta de colaboração com o inquérito da Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) aos incidentes registados durante os festejos leoninos pela conquista da I Liga 2020/21.
Tito Arantes Fontes defende que o “ataque ao Sporting” de Eduardo Cabrita “não abona” em favor do governante. “Foi, pois, mais uma cena triste e lamentável que tivemos de suportar por parte do poder político”, aponta, criticando o silêncio do Governo sobre outro caso: o que envolve Luís Filipe Vieira e o Benfica.
“Vergonhosos problemas surgem todos os dias noutros lados…”, escreve Arantes Fontes, numa clara alusão ao Benfica, e recordando os episódios ocorridos em Alcochete. Segundo o presidente do Grupo Stromp, o mesmo Governo teve uma atitude diferente.
“Importa sublinhar que, noutras alturas, em 2018, ouvimos esse poder político pronunciar-se sobre os problemas do Sporting, porque eram temas criminais e graves, diziam. Pois, agora, perante igualmente problemas criminais e graves nessas ‘outras infernais bandas’, a que assistimos?”, questiona.
E Tito Arantes Fontes dá a resposta: “Assistimos ao contínuo e ensurdecedor silêncio, à aplicação do velho adágio dos ‘dois pesos e duas medidas’. Não satisfeito, nem envergonhado com essa situação, o ministro Cabrita – encarnando esse mesmo poder político – o que resolveu fazer? Pois, deixou os outros, como se nada fosse e virou-se ferozmente contra o Sporting! Irra! É demais!”, exclama.
O presidente do Grupo Stromp considera que Eduardo Cabrita, no caso das celebrações do título, errou. E por isso deve um pedido de desculpa ao Sporting. “Esperava-se, pois, que o ministro Cabrita tivesse já feito uma adicional reflexão sobre a sua atuação. E que – desde logo, depois da dura resposta do próprio Sporting, nomeadamente do comunicado que emitiu e divulgou – se tivesse retratado, pedindo desculpa”, defende.
Esse pedido de desculpa deveria ser dirigido “ao Sporting, aos sportinguistas e a todos os portugueses pela sua deficiente e inenarrável intervenção sobre o tema dos festejos do título da maior potência desportiva nacional”. Ora, Arantes Fontes não assistiu ao devido “ato de contrição” e nota um “silêncio lamentável”.
A terminar o seu artigo, Tito Arantes Fontes analisa a pré-época do Sporting e destaca o “critério, rigor e qualidade” da formação leonina, “sem ‘nervosismos’, sem ‘novelas’”, elogiando Rúben Amorim pela aposta de Tabata como número 8
“Obrigado, Rúben! E obrigado também por já teres mostrado que estás em grande forma… As tuas conferências de imprensa continuam a ser um espetáculo e um ‘show de inteligência comunicacional”, conclui.
