Portugal
"Vale e Azevedo, na época, era considerado imbatível", diz Olavo Cunha
Redação
2020-10-22 12:25:00
Antigo presidente da Mesa Assembleia Geral do Benfica

Paulo Olavo Cunha, antigo presidente da Mesa da Assembleia Geral do Benfica, destaca que nenhum dos agora candidatos ao Benfica como Noronha Lopes esteve ao lado de Manuel Vilarinho num dos atos eleitorais mais marcantes da história encarnada.

O ex-dirigente benfiquista lembra que, então, acabou por sair vencedora uma lista de "resistência à destruição do clube", que era liderado por João Vale e Azevedo.

Olavo Cunha diz que nessa altura ajudou o Benfica a 'virar a página' com uma grupo de trabalho que fez frente ao poder que estava instituído na Luz.

"Opondo-nos à direção presidida por Vale e Azevedo que, na época, era considerado imbatível; e demonstrámos que a mudança era possível."

Aqui chegados, Olavo Cunha entende que é tempo de Luís Filipe Vieira dar lugar a outro e esse outro entende ser Noronha Lopes, pois "justifica-se equacionar nova mudança, alinhando o Benfica com a modernidade".

Em artigo de opinião que assina no Record, Paulo Olavo Cunha sublinha que o Benfica precisa de "respeito pela democraticidade da vida do clube" e entende que Noronha Lopes será capaz de fazer valer essa "característica de uma associação" e será também capaz de lhe oferecer "transparência na governação, com particular foco na gestão do clube".

Professor universitário e advogado, Paulo Olavo Cunha destaca ainda que o Benfica precisa de ter "sustentabilidade financeira, mas sem descurar a ambição desportiva, em especial no futebol".

O antigo presidente da Mesa da Assembleia Geral aproveita ainda para destacar que as propostas de alteração de estatutos que Noronha Lopes pretende são "sensatas e tecnicamente corretas". 

As eleições no Benfica estão agendadas para 30 de outubro e Luís Filipe Vieira terá vários opositores pela primeira vez desde que assumiu os destinos do emblema lisboeta.

A campanha eleitoral decorre mas sem debates entre todos os candidatos, uma vez que o atual presidente e recandidato assumiu, recentemente, que não fará debates pois estes são "ruído" e "não vão esclarecer ninguém".