Portugal
"Uma conquista destas fica sempre na história do clube", diz Miguel Santos
Redação
2021-01-12 23:25:00
Treinador do SC Braga recorda a "lição" aprendida na final da Taça da Liga, também com o Benfica

O treinador do SC Braga, Miguel Santos, apontou a derrota na final da Taça da Liga, há seis dias, como motivação para a final desta noite, para a Taça de Portugal, novamente com o Benfica.

“Uma conquista destas fica sempre na história do clube. Tinha dito às jogadoras, antes da outra final e para esta o discurso nesse aspeto foi igual, que nós tínhamos oportunidade de fazer história duas vezes. Era uma dupla oportunidade que nós tínhamos. Na primeira aprendemos a lição. Na segunda levámos o troféu para Braga”, comentou, após o encontro.

A Taça de Portugal é um troféu “importantíssimo” e “especial, porque é a prova rainha do futebol”.

“O SC Braga já é a terceira final em que estava. O ditado popular é muito simples à terceira é de vez e desta vez foi mesmo. Estamos muito contentes, muito satisfeitos. As jogadoras foram fantásticas, superaram-se. Demos aqui uma lição de vida também. Na vida como no futebol, por vezes, podemos ter momentos difíceis, mas não vamos abaixo. Levantámos a cabeça, mantivemos a postura, o empenho e a dignidade. Fomos bem mais humildes, mais simples e práticos e conquistámos o troféu. Deixámos muito suor dentro de campo, deixámos muita raça. As jogadoras tiveram um espírito guerreiro imenso e isso foi diferente da outra final”, salientou.

Miguel Santos abordou explicou ainda a alteração tática, para um “4x4x2 losango”, lembrando que “na outra final fomos muito meiguinhos na hora de chegar à baliza”.

“Desta vez, fomos muito mais agressivas, muito mais objetivas. O número de remates foi superior, o número de golos também. Acabámos também por sofrer um golo. Não queríamos, mas temos de dar também um bocado de mérito ao Benfica, que é um digno vencido”, apontou.

“O sentimento é de dever cumprido. Isto tudo ajuda o clube a crescer quer no futebol feminino, quer também a cimentar a posição que o SC Braga tem no panorama nacional de quarto grande”, destacou o técnico.

Com o confinamento a pairar sobre Portugal, Miguel Santos desejou que, se o futebol feminino tiver de parar, que seja por pouco tempo.

“Quanto mais longo, pior para toda a gente, até porque, depois desta vitória, não preciso de dizer mais nada no que diz respeito à moral que está ali naquele balneário. Neste momento, está toda a gente contente, satisfeita e acho que esta equipa cresceu. Estas duas finais deram crescimento à equipa”, afirmou.

“Parar agora, para nós podia ser um bocadinho prejudicial”, insistiu: “Acho que para outras equipas também, porque toda a gente quer competir, mas se tivermos que parar, obviamente que respeitamos as normas que o Governo e a DGS nos impuserem”.

“O futebol feminino também poderá sair um bocado prejudicado quer em termos de clubes quer em termos de seleção nacional, porque há compromissos das seleções em fevereiro.

Portugal está bem posicionado para poder garantir, caso ganhe à Finlândia, o apuramento direto e se perguntar à [Andreia] Norton ou às jogadoras portuguesas e às estrangeiras que temos, que vão frequentemente às seleções, se elas querem parar, elas dizem que não. Preferem não parar. Mas, temos um Governo e somos um país democrático e sabemos acatar aquilo que forem as ordens do Governo e da DGS”, concluiu o treinador do SC Braga.