Torres Pereira respondeu às acusações de José Maria Ricciardi.
Artur Torres Pereira, presidente da Comissão de Gestão do Sporting respondeu às acusações de José Maria Ricciardi relativos a um suposto défice de tesouraria do clube de Alvalada rejeitando que o clube atravesse uma situação financeira delicada e assegurou que apesar do clube ter dívidas a fornecedores, elas são menores do que a dos rivais. “O resultado da auditoria forense será conhecido em meados de dezembro”, confirmou ainda Artur Torres Pereira.
“A situação financeira está longe de ser alarmante, pois está controlada a nível financeiro, administrativo e humano. As afirmações do Dr. Ricciardi são falsas. Acho curioso que algumas candidaturas não se preocupem em esclarecer os projetos, mas sim com a Comissão de Gestão. Acho lamentável que quando os rivais diretos têm uma situação difícil a nível judicial estejamos a dar tiros a nós próprios. O relatório e contas da SAD vai ser encerrado na sexta-feira e não devo revelar dados financeiros e económicos da sociedade. Acho curioso que há associados que ficam contentes em expor as dificuldades, mas o mais grave é que nem o clube nem a SAD têm um défice de tesouraria de 123 M€. Quem diz isso é mentiroso e ignorante. Só revela um grande desconhecimento da realidade e não sei qual é o objetivo. O Sporting deve a fornecedores? Deve, mas menos que os rivais”, afirmou o dirigente do Sporting.
Torres Pereira aproveitou ainda para fazer o balanço da passagem da comissão de gestão pela liderança do clube de Alvalade: “Passámos uma situação complexa, pesada, delicada e geradora de conflitos para a qual mobilizámos todas as nossas energias. Natural que a prioridade fosse a reconstrução do ambiente em torno de uma equipa competitiva e candidata. Tudo foi feito para garantir o mais cedo possível a estabilidade e a tranquilidade para colocar cobro à situação que se verificava. Como fruto do entusiasmo e do otimismo do Sousa Cintra, um homem com vida estabilizada que passa os dias inteiros dedicado ao clube do coração, trouxemos José Peseiro, três dos principais atletas que tinham rescindido contratos e aquisições de jogadores com contenção de custos, porque não há muito dinheiro”.
“Deixámos entrar ar fresco. O clube viveu um clima asfixiante de tensão. Quando cheguei impressionou-me a forma como os funcionários olhavam uns para os outros. O ambiente está mais confortável para todos. A campanha gerou alguma tensão natural, mas vivemos um clima de esperança na mudança depois do final do ato eleitoral. Tem de existir uma reestruturação profunda de todos os setores do clube, da Academia ao marketing. Estamos convictos que a direção que entrar tem condições para isso”, rematou.