Portugal
“Sou do tempo em que o FC Porto ficava contente quando empatava com o Benfica”
2021-07-19 19:10:00
Rodolfo Reis num elogio a Pinto da Costa, que transformou um clube que “era zero” num gigante na Europa 

O antigo capitão do FC Porto, Rodolfo Reis, viajou pela história, aos tempos em que o FC Porto “lutava pelo quarto lugar” e ficava com sentimento de dever cumprido com um empate diante do eterno rival.  

‘Colocado’ no olho do furacão, para comentar o diferendo que opõe Pinto da Costa e Octávio Machado, Rodolfo Reis sentiu-se incapaz de tomar partido. De um lado, “o melhor presidente do mundo de todos os tempos”. Do outro, um homem que contribuiu para este agigantar de um clube que conquistou o mundo. 

No programa Liga D’Ouro deste domingo, o antigo futebolista propôs tréguas entre as partes. E não quis alimentar a controvérsia, lembrando o crescimento do clube da Invicta, desde que Pinto da Costa assumiu a presidência, ao lado de José Maria Pedroto e com o contributo de nomes onde se incluem Octávio Machado. 

“Pinto da Costa é o maior presidente de todos os tempos, em todo o mundo. Eu sou do tempo em que o FC Porto era zero, era nada. Era uma equipa que jogava para o quarto lugar. E que ficava contente quando empatava ou ganhava ao Benfica”, começou por dizer. 

Rodolfo Reis recorda um FC Porto sem o estatuto atual, sem os títulos que arrecadou e sem a dimensão europeia e mundial da atualidade. E repete a forma como o Benfica era olhado pelos jogadores portista. 

“Lembro-me de, quando comecei, de que a nossa alegria era ganharmos ao Benfica. Depois, veio Pinto da Costa e Pedroto. E depois o Octávio. E construiu-se uma grande equipa. Fomos nós, naquele tempo, que fizemos com que o FC Porto ganhasse e fosse campeão europeu”, completou o antigo capitão dos azuis e brancos. 

Rodolfo Reis espera agora que Pinto da Costa e Octávio Machado eliminem aquilo que os divide e valorizem o que os une. Até porque o que os divide não se compara é muito pouco, quando comparado com a dimensão do clube que aprendeu a ganhar quase sempre e que deixou de se contentar com triunfos frente a um rival. 

Octávio, recorde-se, reagiu mal a uma declaração de Pinto da Costa. O dirigente recuou até ao ano em que Mário Jardel regressou a Portugal, para jogar no Sporting, e garantiu que o jogador já tinha tudo acertado com os dragões (e até um apartamento comprado na Invicta). Segundo a versão do presidente, a transferência foi abortada porque o então treinador não quis Jardel.

A versão é desmentida por Octávio, que se propõe debater o assunto com o líder portista. Pelo meio, surge o próprio Jardel, que confirma a versão de Pinto da Costa. Rodolfo prefere paz e uma conversa entre ambos, para que as divergências sejam definitivamente encerradas.