Portugal
"Só por confinamento é que o Marquês não encheu", ironiza Francisco J. Marques
Redação
2021-01-19 12:00:00
"Estratagema de Jesus foi dar pau", lamenta o diretor de comunicação portista

O FC Porto não deixa cair no esquecimento o trabalho de Luís Godinho no clássico contra o Benfica e, através do porta-voz Francisco J. Marques, critica o "estratagema" usado por Jesus que teve a "permissividade" do juiz da partida.

"O estratagema utilizado por Jorge Jesus e pelo Benfica para anular o FC Porto e alguns jogadores do FC Porto, em bom português, foi 'dar pau'", afirmou Francisco J. Marques.

O responsável pela comunicação azul e branca diz que se assistiu a um duelo com "faltas muito duras e agressivas cujo objetivo foi impedir os jogadores do FC Porto de jogarem".

"O caso mais evidente foi o do Corona mas não só o do Corona", referiu o diretor de comunicação e informação do FC Porto, lembrando que também Marega foi alvo de faltas por parte de jogadores benfiquistas.

"Paralelamente, assistiu-se a uma permissividade disciplinar da equipa de arbitragem. É engraçado", referiu, lamentando a "proteção" dada a alguns jogadores do Benfica, como são os casos de "Pizzi e Nuno Tavares".

"Ultrapassou o razoável", lamentou Francisco J. Marques, dizendo que não compreende como é que, por exemplo, Pizzi tenha deixado o relvado do Estádio do Dragão com um amarelo.

"O Jesus gabou-se como tinha anulado a ala direita do FC Porto. Pois anulou. Com agressividade. O retrato que se tira é essencialmente um - Benfica teve uma estratégia para condicionar o jogo do FC Porto que passou por fazer faltas. E contou com a permissividade do árbitro".

Francisco J. Marques diz que a arbitragem do clássico "remete para o período muito negro da arbitragem em Portugal que não foi fácil ultrapassar".

"O período dos Ferreiras Nunes e dos Nunos Cabrais. Foram anos negros e que condicionaram muito o desempenho da arbitragem", recordando ainda o tempo dos "padres".

"Não podemos voltar a esse tempo. Não podemos", avisa o diretor de comunicação do FC Porto, em declarações no programa Universo Porto da Bancada, no Porto Canal, insistindo que a estratégia do Jorge Jesus "foi bater nos jogadores que podiam colocar em causa a baliza do Benfica".

O empate no clássico interrompeu uma série de vitórias do FC Porto sobre o Benfica em clássicos e Francisco J. Marques diz que foi preciso "amparar o Benfica" para evitar sofrer nova derrota.

"Há sempre esta proteção ao Benfica", criticou, dizendo que, após o clássico, esteve "em curso o processo de celebração do empate no Dragão" da formação encarnada.

E se Sérgio Conceição diz que notou um ambiente festivo que parecia que o Benfica tinha passado "a pré-eliminatória da Liga dos Campeões", Francisco J. Marques diz, em jeito sarcástico, que os festejos encarnados estiveram próximos de uma ida ao Marquês de Pombal - tipicamente o centro dos festejos dos títulos encarnados em Lisboa.

"Só por confinamento é que o Marquês não encheu", ironizou o responsável pela comunicação portista, insistindo que tem existido uma "proteção aos jogadores do Benfica", que espera que termine.