Portugal
"Senti uma vontade imensa de abraçar cada portista, naquele momento"
Redação
2021-04-01 16:50:00
Sérgio Oliveira fala sobre o golo à Juventus e o festejo semelhante ao de Costinha

Aos 28 anos, Sérgio Oliveira cumpre a melhor época da carreira, assumindo-se como peça nuclear do onze do FC Porto. O corolário do bom momento do médio foi registado em Turim, na decisiva partida com a Juventus, para a segunda mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões. Os dragões, a jogarem mais de uma hora com dez, festejaram a derrota por 3-2 (após prolongamento), pois esse resultado garantiu a qualificação para os quartos de final.

E quem marcou esses golos? Sérgio Oliveira. O primeiro de penálti, o segundo de livre direto. Foi este último que o internacional português elegeu como o melhor da carreira. “Garantiu a nossa passagem aos quartos de final contra uma superequipa, candidata a ganhar a Champions, e ainda para mais jogando com dez durante uma hora. Foi épico”, explicou, em entrevista à revista Dragões.

Esse livre direto, apontado aos 115 minutos da partida em Turim, foi “único” e “histórico”. “Quando vi que a bola tinha entrado foi um sentimento que ainda hoje tenho dificuldade em traduzir por palavras, de uma satisfação única, uma vontade imensa de abraçar cada portista que naquele momento sentia o mesmo que eu”, afirmou.

Sérgio Oliveira festejou esse golo, que valeu o apuramento para os quartos de final da Liga dos Campeões, à semelhança de Costinha, uma antiga glória do FC Porto. “Não tinha programado o festejo”, admitiu: “O momento do festejo igual ao Costinha, de quem sou amigo, foi algo inconsciente, que fiz sem pensar. Foi espontâneo”.

O médio, que faz parte do grupo de capitães de equipa, chega aos quartos de final da Champions como o melhor marcador dos dragões. São “estatísticas individuais” que Sérgio Oliveira só valoriza se forem acompanhadas “pelo sucesso do FC Porto”. E a campanha da equipa na prova milionária tem sido “fantástica”.

“Sofremos poucos golos, o que não é nada fácil. Creio que podíamos ter feito um resultado melhor em Manchester, mas fizemos um excelente trabalho. Temos que ser Porto, dar o nosso máximo e sermos uma equipa sólida. Se o fizermos, podemos enfrentar cara a cara qualquer adversário”, comentou o internacional português.

Segue-se, nos quartos de final, o Chelsea. “Será certamente uma eliminatória difícil”, perante um adversário “que tem vindo a evoluir bastante em termos coletivos”. Mas os dragões mantêm “o sentimento e a vontade de sempre: vencer”.

“O FC Porto não tem limite. Vamos até onde não pudermos mais. Temos de lutar e querer muito ganhar títulos. Essa crença e esse positivismo fazem-nos alcançar coisas bonitas”, sustentou.

A brilhar na Liga dos Campeões, o FC Porto sonha ainda com a conquista do campeonato, apesar dos dez pontos de vantagem do líder Sporting. Mais uma vez, Sérgio Oliveira inspirou-se em Costinha para garantir que os azuis e brancos não vão atirar a toalha ao chão.

“Ainda agora passei pelo corredor e vi uma frase do Costinha que diz: ‘No FC Porto, o que importa é o coletivo’. É a maior das verdades. Se a equipa estiver bem, o individual vai sobressair. Ao longo dos anos tivemos muitos craques, este ano temos imensos, mas no FC Porto só interessa a vitória”, concluiu Sérgio Oliveira.

Na mesma entrevista, o médio revelou estar em "sintonia" com o treinador: "É a exigência de Sérgio Conceição que nos faz competir ao mais alto nível".