Portugal
"Se não podíamos ganhar na fase final, também não podíamos perder"
2020-11-01 21:05:00
Rui Almeida desalentado com golo aos 89 minutos que ditou a derrota do Gil Vicente

O treinador do Gil Vicente, Rui Almeida, lamentou a forma como o Vitória de Guimarães chegou ao golo do triunfo aos 89 minutos da partida.

"Houve 25 minutos [iniciais] oferecidos por nós, apenas e só pela falta de pressão sobre a construção do Vitória. Tivemos dificuldade na coordenação da pressão da primeira fase. Só corrigimos isso ao intervalo. Desde o início, tínhamos de pegar no jogo e forçar o Vitória a bascular para controlar o jogo. Tivemos infelicidade na ineficácia ofensiva. Depois, é preciso também perceber os momentos do jogo. Se não podíamos ganhar na fase final, também não podíamos perder", afirmou o técnico, nas declarações após o encontro.

O técnico gilista salientou que as últimas três derrotas, com FC Porto, Sporting e Vitória, "tiveram histórias diferentes".

"Não há equipa no mundo que fique tranquila a perder. Se termino o jogo de hoje com uma ou outra ocasião e três remates, fico preocupado. Não estamos contentes, mas pelo que fizemos no início [da construção de jogo], nas oportunidades e em perceber os momentos críticos do jogo, acertámos em dois deles", frisou.

Rui Ameida explicou a aposta em João Afonso.

"Temos de começar a 'pegar' no jogo desde o início, de ser eficazes e também de ser astutos e 'malandros', porque o relógio está lá e precisamos de olhar para ele. Com as entradas do Rochinha e do [Marcus] Edwards, sentimos que precisávamos de equilibrar a equipa", justificou.

O objetivo do Gil Vicente passa por "pegar no próximo jogo", com o Nacional, "desde o início e ganhar".

"Se não pudermos ganhar, queremos somar pontos", acrescentou.

A ineficácia gilista nesta partida não tira a confiança ao treinador: "Houve jogadores que fizeram três jogos numa semana. Na parte da condição física, os jogadores estão completamente à vontade e têm tempo para recuperar. Os jogadores precisam de mais tranquilidade em frente à baliza. Quando se produz sete ocasiões contra o Vitória de Guimarães, com quatro ou cinco claras, os golos vão ter de acontecer".

 "Posso recuar ao jogo do Tondela aqui [1-1, na quarta jornada]. Foram jogos em que produzimos muito volume ofensivo e a eficácia foi baixa. Queremos continuar a consolidar o processo [de jogo]. Ainda podemos ser mais fortes", concluiu Rui Almeida.