Portugal
"Se Arthur Cabral é picanha, acho que Schmidt instituiu o sistema rodízio"
2024-01-30 09:45:00
“No Benfica aquilo funciona quase em regime de carrossel. Entra um e sai outro”, diz ex-dirigente do Sporting

Arthur Cabral e Marcos Leonardo chegaram à Luz nesta temporada para oferecer soluções de ataque a Roger Schmidt, que na última época apostou em Gonçalo Ramos, entretanto transferido para o Paris Saint-Germain. No Benfica já estavam Petar Musa e Casper Tengstedt e ao longo da primeira metade da época viu-se um Benfica a apresentar vários jogadores na frente, numa alternância frequente.

Petar Musa já deixou o Benfica mas, curiosamente, foi titular no seu último jogo, em Leiria, para a Taça da Liga, numa fase em que Arthur Cabral vem sendo aposta e quando Marcos Leonardo já mostra serviço de águia ao peito. 

"Arthur Cabral é picanha" e "Schmidt instituiu o sistema rodízio"

Por isso, há quem não compreenda esta rotação frequente que Roger Schmidt promove na frente de ataque do emblema encarnado, chamando mesmo a este um sistema "rodízio".

“O nome picanha ficou colado ao Arthur Cabral. Se o Arthur Cabral é picanha, eu acho que o treinador agora instituiu o sistema do rodízio. Roda”, analisou Carlos Barbosa da Cruz, antigo dirigente do Sporting e atualmente presidente do Grupo Stromp.

“O Benfica apostou as fichas todas na ficção Arthur Cabral. O Benfica quis-nos convencer que o Arthur Cabral era um enorme jogador”, insistiu Barbosa da Cruz, que anda encantando com o 'seu' Gyökeres.

E se em Alvalade o sueco é figura de referência na titularidade, no Benfica, Roger Schmidt ainda procura essa escolha. “No Benfica aquilo funciona quase em regime de carrossel. Entra um e sai outro”, lembrou Carlos Barbosa da Cruz.

“Eu acho que o Benfica anda ali num experimentalismo a ver qual é aquele que melhor se adapta. E esse experimentalismo muitas vezes conduz a resultados que não estão de acordo com as expectativas dos adeptos a quem é vendida a ideia de que o Benfica tem os melhores atacantes do mundo”, comentou Carlos Barbosa da Cruz, em declarações na CMTV.

“Andar a fazer experiências destas no final de janeiro dá que pensar, dá que pensar”, concluiu o antigo dirigente do clube de Alvalade no olhar ao setor atacante do Benfica que tem sofrido mudanças desde a última época.

Ao Benfica, recorde-se, chegaram Arthur Cabral e Marcos Leonardo, tendo saído Gonçalo Ramos, inicialmente, e agora Petar Musa.

O croata, de 25 anos, tinha sido contratado ao Boavista na temporada passada, por 5,5 milhões de euros. O camisola 33 revelou-se um jogador pressionante e que apontava vários golos, sobretudo, quando entrava desde o banco no decorrer das partidas.

Nesta primeira metade de época, o croata Petar Musa apontou seis golos e duas assistências ao serviço do clube campeão nacional onde há quem veja que Marcos Leonardo é atualmente um "pesadelo" para Arthur Cabral.