Portugal
SC Braga tenta evitar 24.º triunfo seguidos dos grandes
2021-07-30 08:25:00
Minhotos são a equipa com mais participações na Supertaça sem qualquer título conquistado

O SC Braga, equipa com mais participações na prova sem qualquer título conquistado, parte para o jogo de sábado, face ao Sporting, em Aveiro, com o intuito de evitar o 24.º triunfo consecutivo dos grandes na prova.

Desde o triunfo do Boavista, em 1997, que todas as vitórias caíram para FC Porto (13), Benfica (cinco) ou Sporting (cinco), oito em duelos entre eles, e 15 em embates contra outras equipas, face às quais se superiorizaram sempre.

Os arsenalistas, que participaram pela primeira vez na prova na edição de 1981/82, perdendo em dois jogos com o Sporting (2-1 em casa e 1-6 fora), tiveram duas oportunidades para acabar com a malapata, mas falharam, em 1997/98 e 2015/16.

Na primeira ocasião, ainda a duas mãos, o SC Braga foi derrotado pelo FC Porto, que ganhou por 1-0 em casa, com um tento do esloveno Zahovic, e empatou 1-1 no 1.º de Maio, com Capucho a adiantar os dragões e Formoso a igualar.

Já mais recentemente, a abrir a época 2016/17, os arsenalistas foram derrotados por claros 3-0 face ao Benfica, que venceu com tentos do argentino Cervi (10 minutos), do brasileiro Jonas (75) e de Pizzi (90+2).

O SC Braga somou, em Aveiro, o terceiro desaire em três participações, sendo que, após o último sucesso dos pequenos’, só mais dois repetiram presença, o Vitória de Guimarães (três vezes) e o Vitória de Setúbal (duas).

Os minhotos perderam duas vezes com o FC Porto, nas edições de 2010/11 (1-2, culpa de um bis de Rolando) e 2012/13 (0-3, com golos de Licá, Jackson Martínez e Lucho González), e com o Benfica na de 2016/17 (1-3, com tentos de Jonas, Seferovic e Raúl Jiménez, para as águias’, contra um de Rafinha).

Por seu lado, os sadinos perderam por 1-0 com o Benfica, na edição 2004/05, culpa de um golo de Nuno Gomes, e por 3-0 com o FC Porto, materializado pelos brasileiros Adriano e Anderson e o internacional luso Vieirinha, na da 2005/06.

Beira-Mar (edição 1998/99), Boavista (2000/01), União de Leiria (2002/03), Paços de Ferreira (2008/09), Académica (2011/12) e Desportivo das Aves (2017/18), face ao FC Porto, Leixões (2001/02), com o Sporting, e Rio Ave (2013/14), perante o Benfica, também não conseguiram contrariar os grandes’.

De todas as equipas, a que esteve mais perto foi o Rio Ave, que, a abrir a época 2014/15, conseguiu levar o Benfica ao desempate por grandes penalidades, mas, após 120 minutos sem golo, o herói foi o guarda-redes encarnado Artur Moraes.

Antes desta série de 23 vitórias consecutivas dos grandes, os pequenos lograram ganhar quatro das primeiras 19 edições, sempre às custas do FC Porto, batido três vezes pelo Boavista e uma pelo Vitória de Guimarães.

Os axadrezados conquistaram a primeira edição, ainda oficiosa, realizada a abrir a época 1979/80, mais precisamente em 17 de agosto de 1979, depois de, em 1978/79, o FC Porto arrebatar o campeonato e o Boavista a Taça de Portugal.

Em pleno Estádio das Antas, casa dos dragões, em 17 de agosto de 1979, o conjunto comandado por Mário Lino conquistou o primeiro troféu, ao vencer por 2-1, com um bis de Júlio, logo no minuto inicial e aos 62, contra um tento de Romeu, aos 77.

Depois desse triunfo inaugural dos boavisteiros, seguiram-se oito vitórias seguidas dos grandes’, para, na edição 1987/88, voltar a acontecer surpresa, com o Vitória de Guimarães, do brasileiro Geninho, a impor-se ao FC Porto em dois jogos.

Os vitorianos ganharam em casa por 2-0, em 28 de setembro de 1988, com golos de Décio (28 minutos) e N’Dinga (50), jogador que deu nome a um caso, e, no mês seguinte, em 19, lograram uma preciosa igualdade a zero nas Antas.

Após mais três vitórias dos grandes, o Boavista, de Manuel José, somou o segundo troféu na edição 1991/92, num intenso duelo em dois jogos que rendeu sete golos.

Os dragões adiantaram-se nas Antas, com um golo de Kostadinov (41 minutos), mas, na segunda parte, os brasileiros Marlon Brandão (63) e Artur (69) selaram a reviravolta.

Em 06 de janeiro de 1993, no Bessa, o búlgaro voltou a marcar, desta vez, em dose dupla (08 e 55 minutos), mas os axadrezados restabeleceram a igualdade na parte final e alcançaram o troféu, com tentos de rajada de Tavares (80) e Marlon (82).

Depois de três triunfos do FC Porto e um do Sporting, o Boavista, agora de Mário Reis, chegou ao tri na edição 1996/97, novamente à custa dos dragões.

A formação do Bessa foi letal em casa, impondo-se por 2-0, com golos do ganês Ayew (58 minutos) e do romeno Timofte (61), e, depois, em 10 de setembro de 1997, aguentou-se nas Antas (0-1), apesar do golo madrugador de Fernando Mendes (oito).

Desde esse duelo, seguiram-se 23 edições e todas acabaram com vitórias dos grandes, que ganharam um total de 38 troféus, de 42, e 18 de 22 duelos com pequenos’. No sábado, em Aveiro, têm a palavra o Sporting e o SC Braga.