Tiago Craveiro coloca um travão no entusiasmo de Pedro Proença
O regresso das competições profissionais esteve hoje em análise, numa reunião, por videoconferência, que contou com Tiago Craveiro, CEO da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), que antes estivera reunido com responsáveis da UEFA.
Tiago Craveiro transmitiu aos clubes pouco otimismo, no que diz respeito a um regresso rápido dos campeonatos da I e II Liga.
De acordo com o jornal Record, aquele responsável “esfriou o entusiasmo do presidente da Liga”, Pedro Proença, e avisou que “a retoma rápida” dos campeonatos está “longe de ser uma garantia”.
Os campeonatos profissionais estão suspensos, em virtude da pandemia. Nos últimos dias, alguns clubes regressaram aos treinos, como foi o caso do Sporting e do Nacional, ainda que com fortes condicionalismos, decorrentes dos riscos para a saúde dos atletas.
Porém, “o plano de regresso à competição demora mais tempo do que o plano de regresso aos treinos”, avisou ainda Tiago Craveiro, que abriu caminho a uma ideia defendida pela FPF, que consiste em concentrar as competições numa região do país.
Ainda não há uma data para o recomeço dos campeonatos. Apenas existem alguns esboços de calendários, que permitam que se joguem as 10 jornadas em falta (bem como a final da Taça de Portugal) até ao final de julho, dias antes do prazo para a comunicação à UEFA das equipas apuradas para as competições europeias.
Hoje, a UEFA deixou hoje uma “recomendação forte” aos 55 membros para que as Ligas de futebol nacionais possam ser concluídas.
Em comunicado, o organismo de cúpula do futebol europeu deu conta da reunião com as 55 associações, onde pediu “para que se terminem as principais ligas e taças de cada país”.
O reatar das competições, nacionais e europeias, de clubes e de seleções, bem como o modelo para a temporada 2020/21, estará no centro da agenda da reunião do Comité Executivo da UEFA, marcado para quinta-feira.
Na segunda-feira, o presidente da UEFA, Aleksander Ceferin, dissera que as Ligas estão prontas para jogar à porta fechada, porque “é melhor do que não jogarem”, o que teria um “impacto terrível” a nível económico.