Movimento Servir o Benfica apresenta programa da candidatura com fortes críticas ao presidente das águias
O movimento Servir o Benfica apresentou esta tarde o programa da candidatura aos corpos sociais do Benfica, com fortes críticas ao último mandato de Luís Filipe Vieira.
A lista encabeçada por Francisco Benitez enalteceu “o trabalho” desenvolvido pelo presidente do Benfica durante os primeiros mandatos para considerar que o mais recente exercício “comprovou que o projeto desportivo, associativo e institucional destes intervenientes deve chegar ao fim”.
“Um clube que não consegue expressar em campo o domínio que é propalado pela direção, em que esta considera que não deve prestar contas aos associados, em que esta permite que a imagem do Benfica seja arrastada para um conjunto de processos judiciais colocando sob suspeição uma instituição que ao longo da história nunca foi conhecida por estar envolvida em processos menos transparentes, é um clube que carece de um novo rumo e liderança”, sustentou o movimento, no programa hoje apresentado.
Luís Filipe Vieira, “por opção”, levou o Benfica a abdicar da conquista do pentacampeonato, em 2018, apesar de estar numa “situação financeira estável e incomparável à dos principais rivais”.
“Fracassou novamente na Liga Portuguesa e na Taça de Portugal em 2020, tendo como rival um clube agastado financeiramente e sob controlo apertado da UEFA”, acusou ainda a candidatura.
O movimento Servir o Benfica considerou também ser “impossível ignorar os diversos casos judiciários que assolaram e assolam” a instituição nos últimos anos, lamentando a resposta “tardia” e a ausência de uma “atitude preventiva” face ao “ataque criminoso que o Benfica sofreu”.
“É igualmente indesmentível que se deram demasiados episódios a envolver pessoas da confiança pessoal do presidente da instituição que não se coadunam com os valores do clube fundado em 1904, gerando repulsa generalizada dos associados e afastando-os do clube e da verdadeira vivência do benfiquismo”, frisou o movimento.
No programa foi também lembrada a recente oferta pública de aquisição (OPA) falhada.
“É outro episódio negativo e desprestigiante para o Benfica, revelador da opacidade e falta de sustentação com que muitas decisões são tomadas no clube, sem a prévia e devida auscultação dos associados, em desrespeito da lei”, comentou a candidatura.
A terminar, o movimento prometeu guiar o Benfica “a uma hegemonia inequívoca no futebol e nas modalidades no panorama nacional”, assim como criar condições “para uma aproximação célere ao nível competitivo dos melhores clubes europeus”.