Portugal
"Realidade" mostra o "contrário" da "estratégia bélica do FC Porto"
Redação
2021-02-08 23:45:00
Miguel Braga reage às críticas dos dragões à arbitragem e volta a abordar caso Palhinha

O diretor de comunicação do Sporting, Miguel Braga, afirmou que o discurso adotado recentemente pelo FC Porto, com um duro ataque à arbitragem, não condiz com " a realidade".

"Quem ouvir os responsáveis do FC Porto a falar e ver a realidade percebe que não bate a bota com a perdigota. No jogo do FC Porto vi dois amarelos bem mostrados. Se o primeiro não é amarelo, então pelo amor de Deus…", considerou o dirigente leonino, referindo-se aos cartões exibidos a Corona, expulso na partida com o SC Braga.

Miguel Braga sustentou que o FC Porto recorreu a uma "estratégia bélica" para 'disfarçar' o facto de ser beneficiado em grandes penalidades e cartões.

"Não podemos passar a vida com esta linguagem agressiva e estratégia bélica do FC Porto em tudo o que faz, vide o caso dos falsos positivos, e depois deparamo-nos com a realidade que nos diz exatamente o contrário: é a equipa com mais penáltis a favor e menos amarelos", apontou o dirigente leonino, no programa Raio-X, da Sporting TV.

No canal leonino, o diretor de comunicação aproveitou para reforçar as críticas do Sporting ao Conselho de Disciplina, no caso da despenalização do médio João Palhinha.

"Não compreendo que a Federação, Liga ou clubes queiram insistir num erro e que não valorizem que um árbitro tenha tido a coragem de admitir que errou. O Sporting não descobriu um tribunal para levar este caso, limitou-se a olhar para a lei", frisou o dirigente leonino, realçando que, no futebol inglês, "há comissões que reúnem em 48 horas e decidem".

"E não vivem em Marte, é aqui ao lado. É incompreensível que não se vá buscar estas práticas e não se apliquem em Portugal", insistiu o dirigente.

"Continuo sem perceber porque é que o Conselho de Disciplina insiste numa injustiça. Temos de perceber certos itens desta história. Na lei portuguesa existe a figura da despenalização do jogador. Em segundo, e ao contrário de outros casos, neste o árbitro admitiu o seu erro. Mais, o árbitro admitiu dizendo que ao ver as imagens televisivas, ao ver o lance por outro ângulo, apercebeu-se do seu erro. Quer dizer que o árbitro não viu o lance em toda a sua extensão, porque se tivesse visto teria ajuizado correctamente. Quando admite que viu de outro ângulo, e lhe permitiu ter outra leitura, está a responder a todas estas questões", finalizou Miguel Braga.