Portugal
"Guardiola também tinha ligações ao Benfica? Se alguns treinadores falassem..."
2020-12-14 10:40:00
"Se calhar um português não diria nada", acusa Calado

Antigo capitão do Benfica, José Calado não gostou das críticas veladas a Pako Ayestarán com alusões ao seu passado na Luz, depois de o treinador do Tondela ter criticado o FC Porto, quando acusou o banco de suplentes de exercer pressão sobre a equipa de arbitragem durante os jogos.  

"Quando o Guardiola falou também tinha ligações ao Benfica? O Guardiola também falou e criticou", disse Calado, deixando claro que a opinião do técnico do Tondela, por ser estrangeiro, deveriam ser valorizadas sob esse ponto de vista.

"Pako não pode dar a sua opinião?", perguntou Calado, acusando alguns treinadores portugueses de se manterem em silêncio perante algumas situações que só dirão nos bastidores.

"Se calhar um português não diria nada", lamentou o ex-capitão do Benfica, realçando que "há treinadores portugueses que estão condicionados ou têm agendas". E por isso ficam em silêncio.

Perante isto, o ex-capitão do Benfica desafia os treinadores da I Liga a falar sempre e quando entendam e apela a que seja dado o mediatismo adequado a estes protagonistas de futebol.

"Alguns treinadores do meio da tabela para baixo se dissessem aquilo que pensam em vez de dizer aos amigos", desafia Calado, na CMTV, acrescentando que muitos deles preferem comunicar 'atrás da cortina' ao "mandarem mensagens aos amigos jornalistas".

Só que, nas conferências de imprensa ou em público, segundo considera José Calado, "depois não dizem" aquilo que sentem e/ou pensam a respeito de um qualquer assunto que possa 'ferir' um dito clube grande.

Rodolfo Reis, antigo capitão do FC Porto, defendeu ainda a posição do FC Porto, realçando que se Pako tinha razões de queixa ou reparos para fazer deveria tê-los feito após o jogo e não vários dias depois.

Pako Ayestarán, recorde-se, na antevisão da partida com os dragões depois de na semana anterior ter jogado precisamente frente aos azuis e brancos, disse que "parecia que o banco do FC Porto queria arbitrar o jogo", defendendo que existem comportamentos com a finalidade de condicionar as decisões dos juízes das partidas. 

A declaração do treinador do Tondela, antigo adjunto ded Quique Flores no Benfica, mereceram um duro reparo do diretor de comunicação do FC Porto, Francisco J. Marques. 

“Falta saber se Pako Ayestarán foi só ridículo, ou se está a prestar serviço externo”, ironizou Francisco J. Marques, publicando um vídeo com o comportamento do treinador do Tondela no banco de suplentes.