Mário Monteiro afirma que ficou “traumatizado” com os momentos de “terror” que viveu em Alcochete
Mário Monteiro, preparador físico do Sporting, falou sobre os momentos de “terror” vividos no balneário de Alcochete aquando da invasão de cerca 50 indivíduos encapuzados e garante mesmo que vai deixar o futebol porque não se sente com “condições psicológicas” para voltar a Alcochete.
Em entrevista ao “Jornal de Notícias”, Mário Monteiro revelou ter “muita dificuldade em adormecer e, no meio dos pesadelos, acordando como se estivesse na guerra do Iraque.” O preparador físico diz ainda que vai voltar a dar aulas: “Vou voltar à escola onde estou colocado como professor de Educação Física, em Vila Nova de Famalicão”, informou.
Mário Monteiro explicou o que aconteceu naquela tarde em Alcochete onde ficou ferido: “Foi absolutamente traumatizante. De repente entram pessoas na Academia a gritar, a lançar tochas e a agredir. Penso que fui um alvo acidental dos agressores. Fui atacado nos pulsos e no tronco com uma tocha a arder a 240 graus centígrados. Estou há 25 anos no futebol profissional e nunca, mas nunca, pensei viver o que vivi”, assegurou.