Portugal
Paulo Lopo alerta para o facto de haver “novos casos como o do Gil Vicente”
2020-04-29 23:05:00
Presidente da SAD do Liexões afirma que poderão surgir vários casos judiciais caso os campeonatos sejam cancelados

Sem uma decisão oficial sobre o regresso dos campeonatos, são vários os clubes que estão preocupados com o futuro a nível desportivo e financeiro.

Paulo Lopo, líder da SAD do Leixões, antevê o pior caso a I e II Liga não sejam retomadas e afirma que poderão surgir casos judiciais no futuro, como foi o caso do Gil Vicente, em 2006.

“Eu tenho receio que a não realização dos jogos possa abrir problemas judiciais no futuro. Acredito que se os campeonatos forem interrompidos e os dois clubes que vão em primeiros subirem e os que vão em último descerem, alguns com expectativas de subir e outros que desçam possam impugnar o campeonato e levar o caso a tribunal. Ficaremos com mais Gil Vicente’s e Vizelas para tratar”, afirmou Paulo Lopo ao jornal Record.

Confessando que há vários emblemas que estão “ansiosos” para que o campeonato acabe, uma ideia defendida por Manuel Cajuda no programa Quarentena da Bola – por Rémulo Jonatas, o presidente da SAD do Leixões falou sobre a eventualidade da II Liga não regressar.

Caso isso aconteça, Paulo Lopo aceitará a decisão, ainda que “de forma condicionada”.

A minha posição é a que a Liga tomar junto com a Federação Portuguesa de Futebol e com a Direção Geral da Saúde. Se chegarmos à conclusão de que é melhor não haver mais campeonato pelo que vai ser dado como diretriz pela DGS, aceitaremos”, confessou.

Ao mesmo tempo, o dirigente exige que estejam salvaguardados os prémios referentes ao desempenho dos clubes na temporada e as receitas televisivas.

“Caso a II Liga não retome, que sejam salvaguardados os nossos interesses financeiros. Salvaguardar os meses que faltam de televisões, os prémios que temos de classificação e ainda os 45% do mês de março que a Sport TV quer descontar no próximo ano”, concluiu.

À saída da reunião em São Bento, Fernando Gomes revelou que a retoma do futebol “está dependente das autoridades de saúde”.