Treinador adjunto foi ainda multado em 3570 euros
Paulinho Santos, adjunto de Rui Barros no FC Porto B, foi esta terça-feira suspenso por 15 dias e multado em 3570 euros na sequência dos protestos nos minutos finais da partida entre o Estoril e a equipa B dos dragões, que terminou empatada (1-1).
De acordo com o mapa de castigos publicado pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol, Paulinho Santos foi suspenso devido às palavras dirigidas à equipa de arbitragem após esta assinalar a grande penalidade que ditou o resultado final.
“És uma vergonha. É um escândalo, um roubo”, disse o adjunto do FC Porto B.
Além de Paulinho Santos, o médio Diogo Ressurreição, que não foi utilizado, foi suspenso por dois encontros e multado em 536 euros por “linguagem ou gestos ofensivos, injuriosos e grosseiros”.
A partida entre o Estoril e o FC Porto B, recorde-se, ficou marcada por desacatos no apito final, depois do árbitro do encontro ter assinalado uma grande penalidade a favor dos estorilistas, já nos descontos do jogo.
A equipa técnica do FC Porto B exaltou-se no banco de suplentes, com Paulinho Santos e Francisco Conceição, filho de Sérgio Conceição, a serem dois dos rostos da revolta.
Rui Barros, treinador da equipa B dos azuis e brancos, falou num “escândalo”, após o apito final, enquanto Franciso J. Marques considerou ser “desta forma que se procura matar uma geração de talentos”.
“Se quiserem que o FC Porto B desça, mais vale não virmos jogar. Se quiserem dar prémios a quem quer subir… O Estoril não tem culpa nenhuma nisto, mas é um escândalo estar aqui com um espírito de sacríficio e um árbitro ou juiz de linha decidir marcar um penálti. Não podemos estar sempre calados. Empatar desta maneira é um escândalo”, afirmou o técnico.