Portugal
“Os jogadores, cada vez mais, não facilitam o trabalho dos árbitros”, diz Sousa
2021-02-22 19:40:00
Ex-defesa critica o excesso de "faltas e faltinhas" no futebol português

O antigo jogador José Sousa afirmou que há uma tendência crescente, por parte dos jogadores, na tentativa de enganar os árbitros, levando-os a marcar penáltis ou faltas em zona perigosa.

Dias depois do treinador do Benfica, Jorge Jesus, ter trazido o tema para a praça pública, o ex-defesa, que esteve ligado ao clube da Luz entre 1993 (ainda na formação) e 1999, não ilibou os árbitros, mas responsabilizou os jogadores pelo excesso de "faltas e faltinhas" no futebol português.

"Hoje em dia, os jogadores, cada vez mais, não facilitam o trabalho dos árbitros. Quantas vezes se atiram para o chão, com o pé no peito e a queixarem-se da cara, a tentar enganar o árbitro?", disse Sousa, em declarações na SportTV.

Olhando para os árbitros portugueses, o ex-jogador elogiou a postura de Manuel Mota, que em várias ocasiões se viu envolvido em casos polémicos.

"Eu gosto do Manuel Mota, que também erra e é alvo de críticas, porque é um árbitro que deixa jogar. E é coerente, [marca quando é falta] seja fora ou dentro da área", argumentou.

"Se fosse árbitro, era tipo o Manuel Mota, ou o Pedro Henriques [já retirado da arbitragem]... É para jogar, deixa andar", acrescentou ainda Sousa.

Estas declarações foram feitas dias depois de outro antigo defesa, Pedro Henriques, ter afirmado que a arbitragem em Portugal é "irritante", por haver "35 a 45 faltas por jogo".

"O jogo estar sempre a parar desestabiliza e irrita os jogadores", disse Pedro Henriques, que apontou mesmo o caso de André Narciso, um árbitro que "tem uma média de 35 faltas por jogo".

"Como é que é possível, num campeonato que quer ser de topo, um jogo normalíssimo ter 35 faltas? É de pensar que houve pancadaria... E há muitos árbitros assim, não dá. Era preciso fazer muita coisa, mas com as mesmas pessoas não dá. Não vamos conseguir ter um campeonato com nível se o Conselho de Arbitragem quer este tipo de árbitros. As boas equipas não conseguem jogar porque o jogo está sempre parado", finalizou o ex-jogador.