Portugal
Os 23 de Fernando Gamito
2018-05-10 19:00:00

Os meus 23:

Guarda-redes: Rui Patrício, Anthony Lopes, Beto;
Defesas-centrais: Pepe, José Fonte, Bruno Alves, Rúben Dias;
Defesas-laterais: Cédric, Nélson Semedo, Fábio Coentrão, Mário Rui;
Médios: William, Rúben Neves, Moutinho, Bruno Fernandes, Manuel Fernandes, Adrien; 
Avançados: Ronaldo, André Silva, Quaresma, Bernardo Silva, Gonçalo Guedes, Gelson.


Primeiro, o mais fácil. A baliza da Seleção Nacional não merece muitas dúvidas. O titularíssimo Rui Patrício tem lugar cativo na Rússia, assim como o suplente de eleição, Anthony Lopes, que se apresenta como a primeira solução caso o guardião do Sporting se lesione. As únicas dúvidas que poderiam surgir seria na terceira opção, mas visto que a competição é duradoura e que a equipa das quinas vai estar em estágio durante algum tempo, vejo como ideal a integração de alguém com andamento de Seleção e entrosado com o grupo, ou seja, Beto (e tem defendido muito na Turquia!).

Nos centrais, a lesão de Danilo colocou um entrave à solução que seria levar apenas três homens para o centro da defesa, com a polivalência do médio do FC Porto. Assim, Pepe é uma garantia para tudo o que der e vier. Depois, começam as complicações, pois são conhecidas as limitações de alternativas. José Fonte está a jogar na China e Bruno Alves não tem sido muito utilizado, mas ainda assim dão as garantias necessárias para uma competição onde a experiência é fulcral. Rúben Dias também entraria na equação, pois uma análise pormenorizada mostra que tem sido dos centrais portugueses com uma época mais consistente. Pode discutir-se que Rolando era candidato, mas embora tenha realizado uma época regular, as exibições que realizou recentemente pela Seleção não me convenceram.

Nas laterais, à direita Cédric e Nélson Semedo são indiscutíveis. Cancelo e Ricardo Pereira fizeram épocas em alta rotação, mas estão um passo atrás dos outros dois. À esquerda, custa deixar de fora Raphael Guerreiro, mas o jogador do Borussia Dortmund tem tido uma temporada fustigada pelas lesões e não chegaria à Rússia perto de 100 por cento. Por isso, avançava com Coentrão e Mário Rui, neste momento os que mais garantias dão à equipa das quinas.

No meio-campo, William para ocupar a posição “seis” como tem sido habitual. Agora, a lesão de Danilo faz com que não haja uma solução que se compare ao estilo de jogo de William, mas a chamada de Rúben Neves oferece outras soluções e um meio-campo com o jogador do Wolves e um médio de contenção (Adrien, Moutinho também…) à sua frente, poderá ser solução para jogos mais fáceis e com menos preocupações defensivas. As duas outras vagas seriam ocupadas pelos Fernandes, Bruno e Manuel. Parece-me impensável não chamar o médio do Sporting, tendo em conta aquilo que tem feito esta época e até pode ser solução para jogar do lado esquerdo do meio-campo no 4x4x2 pensado por Fernando Santos. Nomes como João Mário e Sérgio Oliveira também poderiam aqui constar, mas alguém tem que ficar de fora e penso que, neste momento, ofereceriam menos garantias.

Lá na frente, Ronaldo e André Silva não intocáveis, quer na convocatória, quer no onze. O avançado do Milan não atravessa um bom momento, mas é o companheiro de ataque que mais consegue puxar pelo potencial de Ronaldo, pela forma como se entrega à marcação da defesa adversária e como consegue ir buscar jogo à linha. Por falar em alas, creio que também não existem dúvidas quanto a Quaresma, Bernardo Silva, Gonçalo Guedes e Gelson. É verdade que Rony Lopes e Bruma estão a fazer boas épocas, mas terão que esperar mais uns dois anos pela sua vez. Nani, por seu turno, não está nas melhores condições físicas e lá teríamos que ir à Rússia sem o talismã Eder. Pode ser que exista outro, este verão.

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