Portugal
"O nosso treinador dizia-me: ‘Veja bem o que nós apostamos na formação’”
Redação
2021-05-13 15:15:00
Domingos Soares de Oliveira e um diálogo com Jorge Jesus, em que se abordava a aposta em jovens. Darwin incluído

À margem de uma conferência da Universidade Nova de Lisboa, em que Domingos Soares de Oliveira participou, nesta quarta-feira, o administrador da SAD do Benfica destacou que o clube continua a apostar na formação, não obstante o investimento feito em jogadores estrangeiros. E colocou a contratação de Darwin dentro desta política. 

“Estava a falar com o nosso treinador e ele dizia-me: ‘Veja bem o que nós apostamos na formação’. A nossa reação, muitas vezes, é de que apostamos muito pouco. Mas não é só na nossa formação. E o Darwin é um exemplo. Há jogadores muito jovens no plantel do Benfica que ainda estão num processo formativo”, salientou, em declarações ao canal 11. 

“Este papel que podemos ter do ponto de vista de desenvolvimento de jogadores – se puderem ser formados no Benfica, ótimo, mas se vierem de fora não há pecado nisso – é algo que temos de fazer.  A esmagadora maioria dos jogadores que neste ano estiveram a trabalhar na equipa A são jogadores que no próximo ano estarão num patamar diferente. 

Para o dirigente, “a formação faz parte do modelo estratégico” do Benfica e garante o sucesso financeiro do clube e, em algumas épocas, no sucesso desportivo 

Não teríamos o sucesso que temos hoje em termos económicos, mas também, em determinadas alturas, em termos desportivos, sem uma aposta forte na formação. Não é uma aposta geradora de talento, mas também geradora de mística, aquilo que nós designamos de ‘mística benfiquista”, realçou 

Domingos Soares Oliveira realça também a importância dos mais jovens na integração de outros que chegam ao clube, em virtude do conhecimento que têm da realidade do Benfica. E o dirigente dá o exemplo de Rúben Dias, central formado no Seixal e transferido para o Manchester City.  

“Sente-se muitas vezes a influência que determinados jogadores mais jovens – o Rúben é um excelente exemplo disso – conseguem transmitir a jogadores do clube que são mais velhos, mas que, eventualmente, não viveram aquilo que ele viveu, tendo passado mais de 10 anos dentro do Benfica”, referiu. 

E no futuro, mesmo com a preferência de Jorge Jesus por futebolistas com processo formativo concluído, o Benfica continuará a apostar na ‘prata da casa’. “A aposta na formação nunca desaparece. Agora, há fornadas. Nós sabemos disso. Há alturas em que seis jogadores podem ‘rebentar’ na equipa A, e outras alturas em que um ou dois podem ir e vir”, realçou Domingos Soares de Oliveira, que desta forma tenta retirar força à argumentação de quem associa a contratação de Jesus ao facto de menos jovens integrarem o onze. 

Acredito que este ano foi um ano (por muitas razões e precisaríamos de quase uma hora para dissecar) em que se investiu mais do ponto de vista do talento internacional, mas investiu-se também em talento internacional jovem”, referiu