Em causa está a contribuição do BCP para a diminuição da dívida do Sporting.
Nuno Amado, presidente executivo do BCP, garantiu que a contribuição do banco para a diminuição da dívida do Sporting teve como critério a defesa dos interesses do banco. “O nosso critério é muito claro: a defesa dos interesses do BCP”, defendeu Nuno Amado durante a apresentação dos resultados financeiros do BCP durante o primeiro trimestre de 2018.
Nuno Amado assumiu que apesar de “poderem existir outros interesses em jogo”, no caso do BCP, existe apenas a defesa dos interesses próprios da instituição. “Sabemos que somos seguidos pelo mercado e pelos supervisores em determinados aspectos”, acrescentou ainda. “Não temos interesse em ter acções de entidades que sejam nossas clientes, não é a nossa função”, frisou ainda.
Também Miguel Maya, vice-presidente executivo do BCP e provável sucessor de Nuno Amado no cargo de presidente da instituição bancária se pronunciou acerca da venda de valores mobiliários obrigatoriamente convertíveis (VMOC) que ajudaram à diminuição da dívida do clube de Alvalade.
“Não está na matriz do banco aceitar concessão de crédito no futebol”, aludindo ao facto de, em 2013, terem sido efetuadas alterações ao regulamento interno do BCP. “A nossa obrigação é, perante uma situação em concreto, defender o menor nível de perdas, quer do ponto de vista económico seja o mais racional”, explicou.