Portugal
“No nosso mandato ganhávamos quase sempre em Braga ao Salvador”
2021-04-19 22:10:00
Bruno Mascarenhas assume que lhe dava “gozo” quando o Sporting vencia na ‘pedreira’

Membro da direção do Sporting liderada por Bruno de Carvalho, Bruno Mascarenhas confessou que sentia “gozo” sempre que os leões triunfavam em casa do SC Braga, que será o adversário da 29.ª jornada da I Liga (antes, a formação orientada por Rúben Amorim tem de defrontar o Belenenses SAD). Ao fazer este desabafo, o ex-dirigente realçou que, no tempo de Bruno de Carvalho, isso acontecia “quase sempre”.

“Vamos ganhar ao Belenenses SAD e depois vamos chegar a Braga prontos para ganhar e darmos mais um passo para conquistarmos o título. Posso dizer que, durante o nosso mandato, ganhávamos quase sempre em Braga ao António Salvador. É das coisas que me dá mais gozo, é ganhar em Braga ao Salvador”, afirmou Bruno Mascarenhas, à margem de uma análise à nomeação do árbitro Nuno Almeida, hoje divulgada, para a partida da 28.ª jornada, com o Belenenses SAD, em Alvalade.

As declarações foram proferidas já no final de um ‘live’ dedicado ao anúncio da Superliga europeia e da posição que o Sporting deve tomar em relação à mesma, promovido pelo jornal Leonino e que ficou marcado pela intervenção de Francisco Poiares Maduro. “O Sporting tem de aproveitar porque a  Champions já era uma Superliga”, defendeu o jurista e ex-dirigente da FIFA, após explicar que a prova da UEFA tem vindo a alargar o fosso entre os clubes mais ricos e os restantes.

Pegando nessa análise, Bruno Mascarenhas reconheceu que o facto do Sporting não ter uma presença tão assídua na prova como têm FC Porto e Benfica tem prejudicado seriamente os leões em termos de “exposição de marca” e, pior ainda, em termos de receita. Isto porque a divisão dos direitos televisivos é feita consoante o ranking dos clubes, com o Sporting a estar distante da dupla que tem vencido o campeonato desde 2002.

“O Sporting não tem interesse em querer que esta competição [Superliga] avance. O interesse do Sporting é ter melhores participações europeias e aumentar a exposição de marca. O FC Porto e o Benfica, quando entram [na Liga dos Campeões], recebem quase 50 milhões. Temos de nos aproximar em termos de ranking e exposição europeia”, sustentou o ex-dirigente.

Instantes antes, Mascarenhas tinha elogiado o presidente do Sporting, Frederico Varandas, pela posição tomada em relação à Superliga, considerando que “vai contra princípios democráticos e de mérito”. “Fez bem. Tem razão. Estamos a falar do Sporting, o primeiro clube a disputar um jogo das competições europeias. Nem que seja do ponto de vista histórico, temos alguma responsabilidade”, realçou.

Um problema que deriva da centralização dos direitos televisivos da Liga dos Campeões e que poderá ser repetido em Portugal, onde os direitos também serão centralizados. “Temos de corrigir estas assimetrias, há um desequilíbrio enorme entre o que ganham os clubes grandes e os pequenos em direitos televisivos. Jogamos todos e os clubes mais pequenos também têm que ter acesso ao bolo, se nao campeonato fica completamente desconfigurado. A centralização pode tornar a liga mais competitiva, o que levará a que as equipas portuguesas tenham mais receitas nas provas europeias”, concluiu Bruno Mascarenhas.