Portugal
"Não podemos ter um critério para o Benfica e outro para o FC Porto"
Redação
2021-03-23 21:50:00
Francisco J. Marques teme "reedição dos erros que prejudicaram objetivamente" os dragões há dois anos

A expulsão de Fransérgio na partida com o Benfica, que motivou fortes queixas por parte do SC Braga, foi hoje aproveitada pelo FC Porto para exigir “arbitragens isentas e independentes na reta final do campeonato”. O diretor de comunicação dos dragões, Francisco J. Marques, comparou o lance de Fransérgio com a expulsão de Taremi na partida do FC Porto com o Benfica, em meados de janeiro.

“Vimos neste jogo [com o SC Braga] o Benfica beneficiar de uma falta feita à saída da área, uma falta indiscutível, com a aplicação de um cartão amarelo, mas ainda mais duvidoso é quando nos recordamos do comportamento dos jogadores do Benfica no Estádio do Dragão, num jogo arbitrado por Luís Godinho”, começou por enquadrar o dirigente portista, em declarações no Porto Canal.

Tal como noutras intervenções, Francisco J. Marques considerou que Pizzi, Nuno Tavares e Vertonghen deviam ter sido expulsos. “Nesse jogo [FC Porto-Benfica], houve uma sucessão de lances dez, vinte vezes pior do que este lance do Fransérgio. Faltas muito duras, sucessivas, de Pizzi, Nuno Tavares, Vertonghen, jogadores que em condições normais não terminariam o jogo, quanto mais no critério que aqui [SC Braga-Benfica] tivemos”, comparou.

Alertando para “o comportamento dos árbitros perante as equipas” e evocando “o passado de João Pinheiro”, árbitro do SC Braga-Benfica, o diretor de comunicação dos dragões passou ainda pelo penálti assinalado sobre Seferovic, que seria revertido após consulta ao videoárbitro devido à posição irregular do avançado suíço.

“Na reta final do campeonato não podemos ter um critério para o Benfica e outro critério para as outras equipas, designadamente para o FC Porto. Se não, vamos ter uma muito grave adulteração da verdade desportiva, que já estamos a ter, quando se vê a leveza, a facilidade com que se assinala uma grande penalidade... Por sorte do árbitro, o jogador estava em fora de jogo e aquilo foi revertido, porque se não íamos ter um campeonato falso como Judas”, sustentou.

Para reforçar a ideia, Francisco J. Marques recuperou “a reta final do campeonato de há dois anos”, referindo-se à arbitragem nos jogos do Benfica com SC Braga e com Feirense, neste caso numa partida com arbitragem de João Pinheiro.

“Houve [nesses jogos] uma sucessão de erros que prejudicaram objetivamente o FC Porto, porque as outras equipas tinham as classificações mais ou menos definidas. Houve prejuízos do FC Porto e benefícios para o Benfica, agora, com os mesmos protagonistas, será que se vai tentar uma reedição? A reta final do campeonato exige arbitragens isentas e independentes”, insistiu.

O dirigente voltou, mais uma vez, ao FC Porto-Benfica de janeiro: “Nesse jogo no Dragão, quem jogou sistematicamente fora da lei foi o Benfica e terminou com 11 jogadores. O FC Porto teve um jogador expulso, e bem. E bem. Mas os jogadores do Benfica tiveram muito mais entradas que justificavam a expulsão e não a tiveram. É isto que não pode acontecer”.

“Pegamos neste exemplo para que sirva de alerta, para que os adeptos estejam atentos, para que todos nós estejamos muito vigilantes do que vai acontecer”, finalizou Francisco J. Marques.

No mesmo programa, Francisco J. Marques denunciou uma alegada campanha de perseguição a Sérgio Conceição, afirmando que “tudo o que envolve alguém com responsabilidades no FC Porto é sempre empolado”.