Portugal
“Não nos podemos calar quanto à dualidade de critérios”, diz Baía
Redação
2021-02-05 17:40:00
Administrador afirma que o FC Porto tem sido “prejudicado constantemente” pelos árbitros

Vítor Baía, administrador da SAD do FC Porto, afirmou que os dragões têm sido “constantemente” penalizados pelas decisões disciplinares dos árbitros ao longo do campeonato.

“Não nos podemos calar, de maneira alguma, quanto à dualidade de critérios. Sentimo-nos verdadeiramente prejudicados com aquilo que tem sido o comportamento dos árbitros ao longo desta temporada”, declarou o dirigente portista.

Dando voz à revolta dos jogadores, Baía recuperou os incidentes no encontro da 17.ª jornada da I Liga, com o Belenenses SAD, apontando o dedo ao Conselho de Disciplina, que “terá uma palavra a dizer no crescimento destes árbitros”.

“Falta aos árbitros ter um conhecimento do jogo completamente diferente daquilo que é uma aplicação pura e simples da lei, têm de ver e analisar os lances de uma forma bem diferenciada”, argumentou.

Ainda no capítulo disciplinar, o administrador da SAD portista criticou a falta de ação dos árbitros perante as faltas de que são alvo jogadores como Taremi, Marega e Corona.

“Para marcarem um penálti sobre o Taremi já custa bastante, já o querem denominar como 'piscineiro'. Temos o Marega, que por ser forte fisicamente e aguentar mais as faltas não contam. Ao Corona fazem uma caça ao homem, se vissem como está a parte física ficavam loucos”, descreveu.

“Não podemos de maneira alguma fechar os olhos. Temos que alertar. Há confiança nos árbitros, mas têm que fazer bem o seu trabalho. Queremos que uma classe que queremos que seja cada vez melhor e mais forte não tenha influência na definição deste campeonato”, insistiu o dirigente.

Como antigo guarda-redes, Baía analisou o lance entre Nanu e Kritciuk, com o defesa portista a ter de ser transportado para o hospital.

“A nossa proteção como guarda-redes são os braços, os cotovelos, as mãos... Colocamos à frente o que nos protege. O Nanu foi para o hospital e o Kritciuk ficou em campo, basta ver por aí”, atirou.

“Se num choque violento tenho os braços à frente, é claro que protege, mas provoca o choque. Os cotovelos estão lá, os punhos estão lá. Foi aí que se deu a lesão do Nanu. Não tenho dúvidas de que era penálti”, insistiu o ex-guardião da seleção nacional.

Para o administrador da SAD portista, “há muita dualidade de critérios” porque falta aos árbitros “cultura de jogo, saber compreender o jogo, estar lá como se fosse um praticante”.

“Enquanto isso não acontecer, será difícil. Se fosse a contar os penáltis marcados por contacto ente guarda-redes e avançados, então aí ficavam muito corados de vergonha por não terem marcado penálti”, concluiu Vítor Baía.