Portugal
Saída da Champions foi “uma martelada bastante grande”, diz Vieira
2020-10-08 21:35:00
Presidente e candidato acredita ser “recuperar uns milhões de euros” na Liga Europa

Luís Filipe Vieira, que se recandidata ao sexto mandato como presidente do Benfica, admitiu que a saída da Liga dos Campeões, com a derota frente ao PAOK na terceira pré-eliminatória, foi “uma martelada bastante grande”.

Em entrevista à SIC, que acompanhou o primeiro dia de campanha do dirigente, Vieira lembrou a venda de Rúben Dias e apontou a uma boa campanha na Liga Europa para defender que é possível “recuperar uns milhões de euros”, agora que o Benfica "ficou privado das receitas da Liga dos Campeões".

“O Benfica fez agora uma boa venda. Vamos, com uma objetividade grande, tentar ser sérios candidatos à Liga Europa e aí, sendo campeões, somos capazes de recuperar uns milhões de euros. E esse é o objetivo”, sustentou.

Como candidato, Luís Filipe Vieira garantiu que não vai marcar presença em debates durante a campanha eleitoral, por entender que são um fator de desunião.

"O Benfica precisa de estar unido e os debates são ruído, não vão esclarecer ninguém", explicou.

À oposição, deixou o recado: "Devem fazer como eu, chegar ao pé dos benfiquistas e apresentar as propostas".

"Tenho visto [debates noutros clubes] e sei que esse debate não vai ser esclarecedor para ninguém e o Benfica não se pode expôr", reforçou.

"Não contem comigo para pôr o Benfica na praça pública", viria a acrescentar o dirigente, prometendo fazer uma campanha "direcionada aos benfiquistas".

Olhando para as outras candidaturas, Luís Filipe Vieira reconheceu ter "alguma vantagem" por presidir ao Benfica desde 2003.

"Tenho um passado que fala por mim, é bem visível aquilo que está feito, tenho alguma vantagem nesse aspeto", sustentou.

O candidato foi também questionado sobre o desgaste provocado pelas associações a vários processos judiciais, como a acusação da Operação Lex.

"Com toda a frontalidade, tenho a minha consciencia perfeitamente traquila", assegurou.

"Saberei defender-me e acredito na justiça. A justiça não se faz nos jornais, nem nas televisões", frisou o dirigente.

Considerando que a Operação Lex "fala da minha vida particular", Luís Filipe Vieira alegou estar a ser vítima de uma campanha discriminatória.

"O que se está a passar comigo, quando se fala da minha vida particular... As pessoas bem informadas e com boas intenções já perceberam porque é que isto sucedeu", comentou.

Pelo meio, ficou ainda o elogio a Jorge Jesus, treinador que “veio dar outra dimensão” a uma equipa que “é bastante forte”.

Sobre a própria campanha, Luís Filipe Vieira reiterou que a aposta passa "pela vertente desportiva", relembrou "a melhor década" em termos financeiros e garantiu que, se vencer, "será efetivamente o último mandato".

“Acho que o Benfica ainda precisa de mim. Se terminar agora é mau para o Benfica. O meu sucessor terá tempo para se preparar”, finalizou.