No total, sete jogadores que têm a Suécia como país-natal representaram o Benfica
Anunciada a mudança de Lindelöf de Lisboa para Manchester, o Bancada recorda todos os suecos que já jogaram no clube da Luz. De 1982 a 2017, foram sete os jogadores oriundos daquele país nórdico a representar o Benfica, que é o clube que mais suecos acolheu em Portugal.
O primeiro foi o médio Glenn Strömberg, que chegou ao Benfica proveniente do IFK Gotemburgo no início da época 1982/83. Esteve nas águias durante duas temporadas, fez 44 jogos e apontou seis golos. Saiu depois para a Atalanta, da Liga Italiana, onde ficou até ao final da carreira. Conquistou dois campeonatos e uma Taça de Portugal ao serviço do Benfica.
Seguiu-se Mats Magnusson, vindo do Malmö FF e um nome bem conhecido e de boa memória dos adeptos encarnados. Em cinco anos no Benfica, o avançado faturou por 87 vezes em 163 jogos, tornando-se – à data – o melhor marcador estrangeiro da história do clube. Seria depois ultrapassado por Óscar Cardozo. Venceu, ao serviço do Benfica, dois campeonatos e uma Supertaça.
Jonas Thern foi o sueco imediatamente a seguir, tendo assinado em 1989 depois de representar o Malmö FF. O médio jogou por 101 vezes, apontou dez golos e saiu para o SSC Nápoles em 1992 com um campeonato e uma Supertaça na bagagem.
Contemporâneo de Magnusson e Thern e também transferido do Malmö FF, Stefan Schwarz foi o sueco seguinte. Chegou a Lisboa com apenas 21 anos, em 1990, e foi muito bem sucedido, tal como o seu compatriota. Em 111 jogos, o médio apontou dez golos. Conquistou dois campeonatos e uma Taça de Portugal antes de rumar ao Arsenal, clube que passou a representar em 1994/95.
O avançado Martin Pringle foi contratado pelo Benfica ao Helsingborgs IF para a temporada 1996/97. Realizou 55 jogos, marcou oito golos, e fica na história por ter sido o único sueco a não conquistar qualquer título pelo clube da Luz. Saiu no final de 1998/99 para o Charlton Athletic, onde tinha passado os seis meses que se antecederam emprestado.

2001: Anders Andersson, na sua apresentação como jogador do Benfica, ao lado de Eusébio (André Kosters/Lusa)
O precedente de Lindelöf foi o médio Anders Andersson, que jogou no Benfica depois de três épocas no Aalborg BK. Esteve três anos no Benfica, entre 2001 e 2004, venceu uma Taça de Portugal e tem o registo de um golo em 57 jogos.
Por fim, Victor Lindelöf. Contratado pelo Benfica ao modesto Västerås SK, em 2012, começou por jogar pela equipa de juniores. O defesa-central seguiu para a equipa B, onde era titular com bastante regularidade. EM 2013/14 estreou-se pela equipa principal das águias, mas a só passou a indiscutível em 2015/16, época em que realizou 23 jogos pelo Benfica. Na temporada que agora terminou, jogou por 47 ocasiões, sendo uma das peças mais importantes do esquema de Rui Vitória. No total, fez 72 jogos e marcou dois golos pelo conjunto principal encarnado até ser vendido ao Manchester United por 35 milhões de euros, que podem chegar a 45 mediante objetivos.
Legado sueco no Manchester United
Victor Lindelöf é, também, o quinto sueco da história a envergar a camisola dos ‘red devils’. Jesper Blomqvist foi o primeiro. O médio chegou a Manchester em 1998 e saiu em 2001, nunca se conseguindo afirmar totalmente.
Seguiu-se Bojan Djordjic, que chegou a representar o United na mesma altura que Blomqvist, mas o sucesso foi ainda menor: realizou apenas duas partidas. Em 2007, Henrik Larsson tornou-se o terceiro jogador natural da Suécia a jogar no Manchester United, mas, tal como os colegas, não se afirmou. A lenda do Celtic marcou apenas três golos em 13 jogos.
O sueco com mais sucesso da história do Manchester United foi mesmo o mais recente. Zlatan Ibrahimović mudou do Paris Saint-Germain para Inglaterra e, em 2016/17, marcou 28 golos em 46 encontros, conseguindo uma média de 0,61 golos por jogo.
Cabe agora a Lindelöf fazer como Ibrahimović e chegar, ver e vencer. Caso contrário, ficará tanto na história do Manchester United como Blomqvist, Djordjic ou Larsson.