Portugal
"Liga profissional e equiparadas são mantidas em atividade", diz António Costa
Redação
2021-01-13 19:00:00
Primeiro-ministro explica as regras para as atividades desportivas para o novo confinamento

O primeiro-ministro, António Costa, garantiu esta tarde que as competições desportivas profissionais poderão continuar "em atividade" durante o novo confinamento, com início marcado para "as zero horas do dia 15".

"A liga profissional e equiparadas são mantidas em atividade", afirmou o governante, durante a conferência de imprensa de apresentação das medidas para o novo confinamento, ainda a decorrer.

"Obviamente, sem público", acrescentou de imediato.

Foi o único esclarecimento de António Costa sobre o desporto, numa conferência em que tem insistido nas duas exceções em relação ao confinamento de março e abril de 2020, a manutenção das "escolas em funcionamento", do pré-escolar às universidades, e a realização das eleições presidenciais de 24 de janeiro.

No novo confinamento, “as regras são as mesmas” de março e abril de 2020, com o primeiro-ministro a pedir que não se procurem “as exceções”, como fez regularmente ao longo dos vários estados de emergência.

“A mensagem fundamental é regressar ao dever de recolhimento domiciliário, tal como tivemos em março e abril, quando travámos com sucesso a primeira vaga. Não nos procuremos distrair com exceções. A regra é simples, cada um de nós deve ficar em casa”, reforçou.

“Estamos a viver o momento mais perigoso” da pandemia, que hoje registou um novo máximo de mortos (156), “mas também de maior esperança”, como foi o exemplo da vacinação, também hoje, de uma idosa de 101 anos, comentou o governante.

 “O que torna este momento particularmente difícil é que a mesma esperança que a vacina os dá é a que alimenta o relaxamento, que torna mais perigosa esta pandemia. Mais uma vez, temos que nos mobilizar como comunidade, sabendo que o salvamento de cada um de nós depende do salvamento de todos nós”, sustentou.

Para as empresas, ficou um aviso: “O teletrabalho é mesmo obrigatório sempre que é possível”. Quem não cumprir arrisca uma coima de violação do teletrabalho que foi agravada para “contraordenação muito grave”, com um “agravamento substancial” do valor.

Portugal tem de se unir com “o firme propósito de travar o crescimento da pandemia, esmagar esta curva, proteger vidas e salvar o Serviço Nacional de Saúde", concluiu António Costa.