Portugal
“Jesus quer carinho. E o melhor para os benfiquistas é dar-lhe carinho”
Redação
2021-02-25 17:35:00
Cândido Costa frisa que o treinador do Benfica "é um homem que acabou de subir a montanha"

Cândido Costa, que como jogador foi orientado por Jorge Jesus, saiu em defesa do treinador do Benfica, um dos alvos da contestação que se tem feito sentir pelos lados da Luz nos últimos tempos.

O ex-jogador lembrou que o técnico ainda se encontra bastante fragilizado, depois de ter recuperado da covid-19, e salientou que, perante a baixa moral no grupo de trabalho, é mesmo preciso o “carinho” que Jesus pediu.

“Obviamente que Jorge Jesus é um homem que acabou de subir a montanha. Esteve doente, bastante doente. Conhecendo a personalidade dele, é um momento em que ele quer carinho. E o melhor caminho para os benfiquistas é dar-lhe carinho, porque buzinar e dizer que eles não prestam não ajuda absolutamente nada”, afirmou.

Para Cândido Costa, Jorge Jesus não terá responsabilidades na alegada crise do Benfica, pois a existir a mesma será anterior à entrada do técnico.

“A haver uma crise, a assumir que há uma crise, ela não pode ser analisada somente nestes dois meses, porque a covid-19 não desculpa tudo. É preciso olhar para os quatro cantos da fotografia, a crise já vem de há muito tempo”, alertou.

“Há quem diga que vem desde o jogo no Dragão na época passada. É um continuar, o Benfica acabou a temporada com resultados atípicos no seu estádio. O Benfica joga pouco. Joga pouco, já jogava pouco na época passada e continua a jogar muito pouco. Foi o único clube que não conseguiu fazer golos ao Farense. Já depois do jogo com Famalicão, em que Jesus aparece a dizer que agora estavam mais libertos, são três empates consecutivos”, lembrou o ex-jogador.

Jesus teve uma certa razão em apontar os efeitos da covid-19, pois “é muito injusto não ter o grupo de trabalho durante dois meses”, mas antes já as exibições do Benfica deixavam a desejar, continuou.

“Ainda antes do surto de covid-19 houve vários jogos, mesmo com vitórias, em que se via a dificuldade na organização defensiva do Benfica, em controlar o homem descoberto com bola. Usava-se e abusava-se da profundidade do Benfica, porque queria ser uma equipa prepotente e não conseguia”, finalizou Cândido Costa.