António Figueiredo, ex-vice-presidente do Benfica, sente que Hjulmand mete “medo” aos árbitros em Portugal.
O médio dinamarquês Morten Hjulmand tem sido uma das figuras centrais no Sporting desde a sua chegada a Alvalade, afirmando-se rapidamente como um pilar no meio-campo leonino.
No entanto, o seu desempenho e, em particular, o seu comportamento em campo, colocaram-no recentemente no centro de uma intensa polémica no futebol português.
Tudo começou com as declarações de José Mourinho, treinador do Benfica, após o dérbi. Embora não tenha mencionado o nome de Hjulmand, Mourinho referiu-se a um jogador do Sporting como “intocável” para os árbitros.
“Há um jogador do Sporting que é intocável. Manda no jogo, puxa adversários e sai sem amarelo, faz as faltas que quiser. Mais uma vez sai do jogo sem um único amarelo. Há uma dualidade de critérios muito grande”, disse o treinador do Benfica.
Assim, esta descrição, amplamente interpretada pelos comentadores como uma referência direta a Hjulmand, desencadeou uma onda de reações.
Hjulmand “mete medo” aos árbitros, diz António Figueiredo
Entre as vozes mais críticas surgiu a de António Figueiredo, antigo vice-presidente do Benfica. O ex-dirigente encarnado não poupou o médio dinamarquês, subindo o tom da crítica ao desempenho de Hjulmand e à alegada influência que este exerce sobre a equipa de arbitragem.
De acordo com António Figueiredo, o capitão leonino “discute” tudo com os árbitros até “lançamentos de linha lateral”.
“É por causa do medo que ele mete aos árbitros que os árbitros marcam cantos que não são cantos. Discute lançamentos de linha lateral. Discute tudo”, afirmou António Figueiredo.

No entanto, o antigo dirigente do Benfica fez questão de não desvalorizar o valor do jogador, adicionando a ressalva:
“Ninguém disse que não era bom jogador”, acrescentou António Figueiredo, em declarações na CMTV.
Impacto de Hjulmand no Sporting
Morten Hjulmand chegou a Alvalade, vindo do Lecce, e o seu impacto foi imediato, sendo rapidamente elogiado pelo treinador Rúben Amorim e agora por Rui Borges.
O médio é conhecido pelo seu dinamismo, visão de jogo e pela capacidade de recuperação de bolas. Foi, inclusive, o jogador com maior número de bolas recuperadas na Serie A italiana antes de se mudar para Portugal.
O impacto no Sporting foi rápido e, em apenas uma época ao serviço do clube, e após a saída de Coates, foi promovido a capitão da equipa por Rúben Amorim. Tratou-se de um sinal da sua liderança e importância no balneário.
As distinções entre o universo leonino e mesmo fora dele não pararam. O seu valor foi reconhecido pela Liga, tendo sido eleito médio do mês da Liga em dezembro de 2024, e integrou o Onze do Ano da Liga por duas épocas consecutivas.
Assim, as estatísticas sublinham o seu papel central. O dinamarquês é um jogador com uma elevada eficácia de passe e uma presença constante no meio-campo, mas também com um número significativo de faltas cometida.
Contudo, esta recente polémica entre os rivais, centrada no jogador “intocável” do Sporting, coloca em evidência Hjulmand. No entanto, há entre sportinguistas quem fale em “atoardas” de Mourinho.
