Armando Evangelista treinou no Vitória o avançado brasileiro que agrada a Jorge Jesus , e traçou um perfil ao Bancada
Finalizador nato, bom pé esquerdo e forte no jogo aéreo. Eis as características que Armando Evangelista, ex-treinador do Vitória de Guimarães, destaca em Henrique Dourado, que jogou no Vitória na temporada 2015/16, e que agradará a Jorge Jesus como alternativa a Bas Dost na próxima temporada.
“Se o Sporting está à procura de um jogador com características similares às de Bas Dost, para ter uma alternativa ao holandês, parece-me que Henrique Dourado é uma opção viável pelas características que tem. Muito idênticas às de Bas Dost. Faz todo o sentido o Sporting pensar nele”, começa por dizer ao Bancada, o ex-técnico dos vimaranenses.
E que características são essas? Evangelista traça o perfil do jogador que agrada a Jorge Jesus: “É um bom finalizador. Não é de criar oportunidade, é um finalizador nato. Para além disso, é forte no jogo aéreo e tem um bom pé esquerdo, que encosta bem. É um jogador com muito sentido de baliza. Acho que encaixa muito bem no futebol do Sporting. Não tenho dúvidas disso”, diz Evangelista.
Ao serviço do Vitória, Dourado fez 13 golos em 32 jogos pelos minhotos, destacando-se pela veia goleadora e conquistando a admiração da exigente plateia vimaranense. Cedido pelo Cruzeiro, acabou por sair no final da época indo para o Fluminense, onde assinou um contrato por 4 anos. “Fez uma excelente época, ajudando muito a equipa. Depois, apareceram-lhe boas propostas do outro lado do Atlântico e, como estava emprestado, acabou por sair. Mas deixou saudades. Era um jogador que não enganava”.
Na épooca em curso, ao serviço do Fluminense, o avançado brasileiro, de 27 anos, já leva 20 golos em 42 jogos, um registo de goleador que terá impressionado Jorge Jesus. “A vida dele é marcar golos, sempre foi assim e continuará a ser”, garante Armando Evangelista.
De “Ceifador” a “Degolador”
Quando chegou a Portugal para representar o Vitória SC, Henrique Dourado começou por dar nas vistas não só pelos golos que marcava mas também por uma maneira muito própria de festejar um golo, como se estivesse a cortar o pescoço. O gesto nasceu quando representava o Palmeira, em 2014, num jogo de ‘mata-mata’ e marcou o golo que ditou a passagem dos ‘verdes’ à fase seguinte da Taça do Brasil. O gesto perderou até aos dias de hoje. Apenas uma diferença: no Brasil, chamam-lhe o “Ceifador”, em Guimarães era conhecido como o “Degolador”.