Benfica pode concretizar em casamento um namoro que data de 2014
O namoro já é antigo e pode agora converter-se em casamento. Desde 2014 que o Benfica tem Guilavogui, médio internacional francês agora com 27 anos, referenciado. Há quatro temporadas, o interesse dos encarnados acabou por não ter reflexos em termos contratuais e o jogador, então no Altético de Madrid, acabou por rumar à Alemanha, cedido ao VfL Wolfsburgo por empréstimo dos colchoneros. Possante e determinado, o “trinco”, de 1, 88 m de altura e 78 kg de peso, não teve dificuldades em impor-se no clube germânico, que se decidiu pela sua contratação definitiva, acionando o direito de preferência. Feliz na Alemanha, foi em Portugal que Guilavogui viveu, no entanto, o momento mais dramático da carreira.
Decorria o verão de 2016 quando o VfL Wolfsburgo se deslocou a Alvalade para disputar o “Troféu Cinco Violinos” frente ao Sporting. Num jogo que os leões vencerem por 2-1, o centro-campista francês sofreu uma lesão gravíssima, que por pouco não lhe custou a carreira. No decorrer da segunda parte, teve de deixar o relvado de maca na sequência de um lance disputado com Marvin Zeegelaar. Após um choque entre os dois jogadores, o lateral-esquerdo holandês do Sporting caiu-lhe em cima, provocando-lhe a fratura de uma vértebra cervical.
Como consequência da lesão, o jogador desejado pelo Benfica só voltou a competir três meses depois. “Os médicos disseram-me qu tive muita sorte”, contou na altura o médio francês, recordando o momento dramático. “Dois milímetros mais altos e a minha carreira tinha acabado. Estaria agora numa cadeira de rodas.” Pese embora a gravidade do lance, Guilavogui, numa desmonstração de desportivismo, não culpou o lateral holandês sucedido. “Se culpo o Zeegelaar? Não, sei que o meu adversário não teve culpa. Foi uma situação infeliz.”
Admirado por Jorge Jesus, Joshua Guilavogui, nascido a 19 de setembro de 1990, fez todo o percurso das camadas mais jovens em França ao serviço do histórico AS Saint-Étienne, de onde só saiu na temporada de 2012/13, depois de quase uma década no clube gaulês. Destino: o Atlético de Madrid. Não conseguiu, no entanto, convencer Diego Simeone, tendo efetuado somente sete jogos com a camisola dos colchoneros, o que levou a ser emprestado ao clube de origem e, posteriormente, ao VfL Wolfsburgo, onde recuperou a alegria de jogar. Titular absoluto, somou 42 jogos e dois golos, na primeira época na Bundesliga, onde teve a companhia de estrelas do futebol mundial como o belga Kevin De Bruyne, o croata Iván Perisic e o brasileiro Luiz Gustavo, o mesmo sucedendo no segundo ano. A terceira época, foi então, marcada pela grave lesão de Alvalade, acabando por participar somente em metade dos jogos (21). Todavia, esta temporada o médio voltou à habitual regularidade, contabilizando 35 jogos, correspondentes a três golos. Uma regularidade que não teve a necessária correspondência na equipa, de onde Bas Dost veio para o Sporting. O conjunto do antigo internacional germânico Bruno Labbadia passou por verdadeiro tormento, garantindo a permanência no escalão maior do futebol alemão apenas na eliminatória do “play-off”. OU seja, salvou-se por uma “unha negra” do pesadelo da descida.
O VfL Wolfsburgo joga habitualmente num esquema tático assente numa disposição de 4x1x4x1. Guilavogui costuma fazer todas as “despesas” defensivas dos lobos, atrás de um quarteto habitualmente formado por Steffen, Mali, Arnold e Brekalo, que jogam mais perto do único avançado, o internacional belga Origi. Quer isto dizer, que o internacional francês está habituado a fazer no WfL Wolfsburgo o que Fejsa faz no Benfica. Ou seja, Rui Vitória poderá ter opções de tremendo peso para a mesma posição ou, então, até poderá optar por outra estruturação tática da equipa em determinados jogos da temporada 2018/19.
De acordo com o que testemunha a imprensa, Guilavogui, que vestiu a camisola da seleção francesa em sete ocasiões, tem vontade de mudar-se para Lisboa depois de quatro épocas no VfL Wolfsburgo, onde disputou 140 jogos e marcou sete golos. E é com este factor de peso que o Benfica está a jogar nas negociações. Um processo, à partida nada fácil, tendo em linha de conta o valor da cláusula de rescisão do médio gaulês: 20 milhões de euros. O jogador, que ainda tem mais dois anos de contrato, custou, no entanto, 12 milhões de euros aos alemães. Outro obstáculo reside no elevado salário que aufere no WfL Wolfsburgo, sensivelmente três milhões de euros por ano, facto só ultrapassável pela tal vontade de se mudar para Portugal.
MOMENTOS DA CARREIRA DE GUILAVOGUI
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