Portugal
"Gil Vicente e Moreirense já passaram pelo mesmo", lembra João Henriques
Redação
2021-01-20 14:15:00
Técnico do Vitória defende que uma paragem da I Liga devido à covid-19 "poderia colocar em causa o futuro do futebol"

O treinador João Henriques frisou hoje que o Vitória de Guimarães tem perdido "ritmo competitivo" devido ao adiamento de dois jogos da I Liga, na véspera do encontro com o Nacional, da 12.ª jornada.

Os vitorianos vão receber os madeirenses na quinta-feira, num jogo inicialmente marcado para 02 de janeiro e reagendado face aos 13 casos de infeção pelo novo coronavírus que então surgiram no clube minhoto, e o treinador realçou que a ausência de jogos tem prejudicado a sua equipa, que também viu adiado o encontro do fim de semana anterior, com o Farense, devido ao gelo existente no relvado do Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães.

"Isso faz com que haja um calendário mais apertado. Com mais ritmo competitivo, a equipa poderia estar melhor. Prejudicou-nos. Sentimos que estávamos muito bem, com ritmo alto e qualidade para competirmos. Mas, fisicamente, estamos obviamente disponíveis. Estamos prontos para o Nacional", disse, na antevisão ao desafio marcado para as 20:15, realizada por videoconferência.

Questionado ainda sobre as infeções pelo novo coronavírus detetadas em vários clubes, com destaque para o Benfica, que tem 19 casos diagnosticados, João Henriques disse ser necessário "respeitar as instituições responsáveis pela saúde pública", num "momento difícil"

"Devemos continuar para bem do futebol português e para o entretenimento das pessoas em casa. Seria muito penalizador pararmos. Isso até poderia colocar em causa o futuro do futebol em Portugal. Em países por essa Europa fora, o futebol continuou. Quanto ao que está a acontecer noutros clubes, o Gil Vicente [18 casos em setembro] e o Moreirense [30 casos em novembro] já passaram pelo mesmo", disse.

Sexta classificada, com 20 pontos em 12 jogos, a formação de Guimarães vai enfrentar um adversário que perdeu os três jogos disputados em 2021, frente a Sporting (2-0) e Moreirense (1-0), para o campeonato, e FC Porto, para a Taça de Portugal (4-2, após prolongamento), após ter encerrado 2020 na nona posição, com os mesmos 13 pontos que soma hoje.

João Henriques reconheceu que os resultados mais recentes interromperam o "processo ascendente" que os ‘alvinegros’ vinham exibindo, mas lembrou que o conjunto treinado por Luís Freire tenta, por norma, "jogar com qualidade", apresentando até "mais qualidade" a jogar fora de casa, face aos problemas que o relvado do Estádio da Madeira costuma apresentar.

"A equipa não tem tido tantos resultados positivos, mas não deixou de ter os mesmos princípios. É uma equipa que vai apresentar dificuldades óbvias, mas temos os nossos argumentos para o primeiro jogo em casa de 2021", perspetivou.

O técnico, de 48 anos, informou ainda que o relvado do Estádio D. Afonso Henriques está pronto para receber o desafio, porque já não tem o gelo que impediu a realização do encontro com o Farense no sábado e no domingo, forçando a remarcação do jogo para 17 de fevereiro, às 21h45.

O Vitória de Guimarães, sexto classificado da I Liga, com 20 pontos, recebe o Nacional, 14.º, com 13, em jogo em atraso da 12.ª jornada, agendado para as 18:00, no Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães, com arbitragem de André Narciso, da Associação de Futebol de Setúbal.