Clubes querem “novo modelo de governação da Liga” e prometem abrir diálogo às equipas da Segunda Liga
O G-15 reuniu-se esta quarta-feira e como resultado deste segundo encontro surgiram oito medidas que os clubes pretendem apresentar à Liga, com o intuito de melhorar o futebol nacional. Uma das ideais que saiu da reunião realizada em Vila do Conde, a segunda deste G-15, foi a de existir uma “restruturação do modelo de governação da Liga”, apelando ainda a um “pacto de não agressão entre os clubes e uma revisão do quadro de infrações a dirigentes e a agentes desportivos”.
Os clubes pretendem ainda ver implementado um “novo regime de cedências temporárias de jogadores entre clubes da I Liga”, assim como a “alteração das regras do sorteio condicionado do calendário de jogos”. Noutros campos é desejado ainda a “alteração ao critério de pagamento da taxa de transmissão televisiva, com isenção dos clubes da Segunda Liga” e “a criação de um fundo de solidariedade para os clubes que descem à Segunda Liga”.
Entre as propostas apresentadas por Rui Pedro Soares, líder da SAD do Belenenses, destaca-se ainda a “uniformização do número de câmaras de televisão para efeitos de VAR” e a “elaboração de recomendação à FPF e Liga a propósito do VAR e sua operacionalização”.
O G-15 prometeu ainda que será aberto um espaço de “diálogo com os clubes da Segunda Liga, tendo em vista o conhecimento das suas preocupações e necessidades”. Todas as propostas serão apresentadas à Liga e será ainda pedida uma convocação e realização de uma AG extraordinária até final deste ano.
Nesta reunião voltaram a não estar presentes os quatro clubes que faltaram à primeira reunião: Vitória de Guimarães, Vitória de Setúbal, Portimonense e Moreirense. “Os clubes que não estão presentes, exceto o Vitória de Setúbal, fizeram questão de delegar a sua representação nas sociedades aqui presentes, dizendo que estão em sintonia com o modelo e as recomendações para esta reestruturação”, afirmou Carlos Pereira, um dos porta-voz do grupo.
O presidente do Marítimo explicou ainda a razão para FC Porto, Sporting e Benfica para esta reunião voltarem a não ter sido convidados, dizendo que “os interesses dos três grandes são diferentes dos interesses e do modelo que este grupo de clubes, que tem sido menos favorecido, defende para remodelação do futebol português”.