Portugal
"FPF retira a licença a Pedro Pinho, mas não tem problemas com Paulo Gonçalves"
Redação
2021-05-04 21:50:00
Francisco J. Marques afirma que caso em Moreira de Cónegos "está a ser hiperbolizado para ferir Pinto da Costa"

Os confrontos de ontem entre um grupo de 12 pessoas, alegadamente da claque do Benfica Diabos Vermelhos, e a claque do Sporting Torcida Verde, em Alvalade, serviram de base para o diretor de comunicação do FC Porto, Francisco J. Marques, repudiar a associação que, segundo os dragões, está a ser feita entre o empresário Pedro Pinho, suspeito da agressão a um repórter da TVI em Moreira de Cónegos, e o clube azul e branco.

Listando "de cabeça e muito facilmente"  uma série de casos de violência envolvendo outros clubes, o dirigente portista lembrou que a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) foi célere a suspender preventivamente Pedro Pinho, algo que não aconteceu quando Paulo Gonçalves, o ex-assessor jurídico da SAD do Benfica, foi acusado de corrupção no âmbito do processo E-Toupeira, continuando a "ter idoneidade" junto da FPF.

"É sabido que Pedro Pinto é adepto do FC Porto, não é surpresa, mas já lhe foi retirada a licença de empresário e está em causa a idoneidade dele para poder ser empresário. E o Paulo Gonçalves? A Federação não tem qualquer problema em dar-lhe idoneidade, ao conceder-lhe a licença, já depois de estar acusado de corrupção e de ter saído do Benfica de fininho para fingir que não tinha nada que ver com o Benfica. Para isso a Federação não teve problema, mas neste caso já tem? Há aqui uma situação permanente de dois pesos e duas medidas. Parece que no futebol português só há uma regra, prejudicar o FC Porto", defendeu Francisco J. Marques, esta noite, no Porto Canal.

De acordo com o responsável pela comunicação dos dragões, está a ser orquestrada uma campanha para forçar a associação entre Pedro Pinho e o FC Porto, na sequência dos incidentes em Moreira de Cónegos, de forma a "ferir Pinto da Costa". Só assim, de acordo com os azuis e brancos, se entenda que hoje mesmo se tenha "varrido para debaixo do tapete" o castigo ao Vitória de Guimarães pelo caso de racismo contra Marega.

"Ainda hoje, foi divulgada a sanção a que o Vitória foi condenado por causa do caso de racismo envolvendo o Marega. Essa sim, uma situação extremamente grave, que merecia que o ministro da Educação e o secretário de Estado tomassem posições públicas. Varre-se para debaixo do tapete a situação do Marega e querem hiperbolizar o que aconteceu em Moreira de Cónegos, ainda por cima querendo responsabilizar o FC Porto e o presidente Pinto da Costa. Isso é inaceitável", reforçou.

Antes dos casos de Paulo Gonçalves e Marega, já Francisco J. Marques tinha enunciado uma série de atos de violência, como "a morte através de um very-light de um adepto do Sporting, assassinado por um adepto do Benfica", e "a tentativa de agressão ou até agressão do presidente do Benfica a um sócio numa Assembleia Geral", para insistir que há uma "constante e permanente perseguição ao FC Porto", vítima dessa "diferença de tratamento", voltando a falar nos confrontos entre a Torcida Verde e os alegados elementos dos Diabos Vermelhos.

"Uma situação de extrema violência e gravidade passou mais ou menos em claro pelos media portugueses. Um incidente entre o empresário Pedro Pinho e um repórter da TVI em Moreira de Cónegos, em que se procurou estabelecer uma ligação muito próxima ao FC Porto, deu para folhetins inacreditáveis. É essa diferença de tratamento que queremos ressaltar e expor, para que os nossos adeptos tenham bem noção da constante e permanente perseguição ao FC Porto. Aqui, o que se procura é ferir o FC Porto, não é ferir a pessoa ‘A’ ou ‘B’, procura-se atingir o presidente Pinto da Costa e abestinhar o FC Porto", finalizou o diretor de comunicação portista.