Portugal
FPF projeta lucro de 1,3 milhões de euros para 2021/22
Redação
2021-06-09 18:15:00
Plano de atividades e orçamento para a próxima temporada aprovados com 70 votos a favor e duas abstenções

 A Assembleia-Geral da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) aprovou, com 70 votos a favor e duas abstenções, um saldo positivo de quase 1,3 milhões de euros (ME) orçamentado no plano de atividades para 2021/22, informou hoje o organismo.

“A Assembleia-Geral contou com a presença de 72 delegados - 36 dos quais virtualmente -, que aprovaram, com duas abstenções, o plano de atividades e orçamento para 2021/22”, lê-se em comunicado emitido no sítio oficial da entidade federativa na Internet.

Depois de ter ratificado a ata da sessão ordinária de 26 de outubro de 2020, a reunião magna decorrida ao início da tarde na sede da FPF, em Lisboa, incidiu na apreciação, discussão e aprovação do plano de atividades e orçamento da próxima época, que se propõe a lucrar 1,3 ME, estimando 76,3 ME de rendimentos e 75ME de gastos totais.

“Depois de um decréscimo significativo dos praticantes por via da paragem forçada de grande parte das competições, teremos de assumir um caminho de recuperação das gerações mais prejudicadas. Não haja enganos ou mensagens dúbias: a recuperação dos praticantes e o crescimento das provas em todas as suas variantes, géneros e idades são a nossa prioridade na nova época desportiva”, escreveu o presidente Fernando Gomes na abertura desse documento, ao qual a agência Lusa teve acesso.

As receitas orçamentadas irão baixar 6,8 ME em relação a 2020/21 - de 83,1 para 76,3 ME - numa queda aclarada pela diminuição de 13,7 ME inerentes à presença da seleção ‘AA’ na fase final do Euro2020, adiado para decorrer entre sexta-feira e 11 de julho.

Os rendimentos desportivos não excederão os 24 ME por comparação com os 32,9 ME orçamentados na última temporada, apesar da subida nos jogos sociais, de 15 para 19 ME, e nos direitos de transmissão, publicidade e patrocínio, de 36,6 para 38,2 ME.

Na mesma tendência irá a rubrica das despesas, até pela inexistência de fases finais seniores de seleções no próximo ano, com a direção da FPF a prever uma diminuição de sete ME - de 82 para 75 ME -, atendendo ao montante de 8,5 ME afetado no Euro2020.

Se os gastos com provas nacionais irão continuar a rondar os 17 ME, as competições internacionais subirão aos 17,3 ME, inferior aos 23,8 ME de 2020/21, mesmo com o regresso de algumas seleções que têm estado inativas devido à pandemia de covid-19.

Já o exercício que irá finalizar em 30 de junho redundou num resultado líquido de 3,5 milhões de euros, mais de duas vezes acima dos 1,5 ME orçamentados há um ano, assente em receitas de quase 96,7 ME e despesas de aproximadamente 93,1 ME.

Esses valores superam a atividade projetada em cada rubrica, de 83,1 e 81,6 ME, respetivamente, num exercício mais lucrativo face ao lucro na ordem dos 2,4 ME executado em 2019/20, com rendimentos e gastos de 73 e 70,6 ME, respetivamente.

Os rendimentos de atividades desportivas, equivalentes a 45,8 ME, sobressaíram nas principais receitas de 2020/21, além dos associados a direitos de transmissão televisiva, publicidade e patrocínios, com cerca de 35,8 ME, e a jogos sociais, com 22 ME exatos.

Numa época que terminará com a fase final do Euro2020, a entidade presidida por Fernando Gomes encaixou 12,4 ME com a participação da seleção das ‘quinas’, que irá defender o título conquistado em 2016, face aos 13,7 ME inicialmente programados.

Já os gastos com serviços de estrutura, pouco acima dos 26 ME, lideram a rubrica das despesas, sendo perseguidos por outros não imputados às atividades, de 21,8 ME, e relacionados com as diversas seleções em competições internacionais, de 20,6 ME.

Se as provas nacionais custaram 15,2 ME, dos quais 9,3 ME se referem à arbitragem e 5,9 ME às despesas operacionais com provas, que viram os torneios interassociações inativos em 2020/21, os eventos sob alçada da FPF empenharam montantes de 5,3 ME.

Fernando Gomes, reeleito sem oposição em julho de 2020 para um terceiro e último mandato na presidência da entidade reguladora do futebol português, até 2024, somou o nono exercício consecutivo com saldo positivo desde que assumiu o cargo, em 2011.

Na Assembleia-Geral foram ainda aprovados votos de louvor à seleção de sub-21, vice-campeã europeia, e ao presidente federativo e respetiva equipa envolvidos na realização da final da Liga dos Campeões, no Estádio do Dragão, no Porto, em 29 de maio.

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