Fique a conhecer 10 flops do Benfica. Eis alguns dos jogadores que desiludiram a plateia da Luz.
Mencionar os chamados flops de um clube é sempre uma tarefa arriscada, uma vez que fica sempre a sensação de que poderiam entrar outros e não os referidos. Ou seja, muitos fatores contribuem para que um jogador não tenha sucesso num clube.
A história do Benfica tem a sua lista de contratações que geraram expectativas elevadas, mas que acabaram por desiludir.
Nesse sentido, vários fatores, como o alto valor do investimento, a falta de adaptação, lesões ou um desempenho abaixo do esperado, contribuíram para que estes jogadores fossem considerados flops. Fique então a conhecer 10 flops do Benfica.
- 1 – Moretto
Marcelo Moretto foi um guarda-redes brasileiro que se destacou no Vitória de Setúbal. A sua contratação agitou o mercado de inverno de 2005/06.
O guarda-redes era pretendido por Benfica e FC Porto. Assim, Luís Filipe Vieira decidiu ir buscar o guardião ao Brasil após as férias natalícias. E a chegada de Marcelo Moretto terminou com confusão no aeroporto.
O próprio brasileiro admite que esse episódio atrapalhou a sua adaptação ao Benfica. “Depois aconteceu aquele episódio triste no aeroporto, com a troca de insultos”, recordou Moretto, em entrevista ao Diário de Notícias.
Na altura, recorde-se, os insultos no aeroporto, envolveram, alegadamente, Vítor Dinis, um conhecido de Moretto, que pretendia levá-lo para o FC Porto e os seguranças do Benfica.
“Foi algo que acabou por me prejudicar no clube, sobretudo na adaptação e na relação com os adeptos”, confirmou Moretto, em 2016.
Moretto foi um dos flops do Benfica
Contudo, apesar das dificuldades de adaptação às redes da Luz, os adeptos recordam Moretto como o guardião que travou um penálti de Ronaldinho na Champions, em 2006, em Camp Nou, nuns quartos de final. Mesmo assim, Moretto não teve a carreira de Benfica como dele se esperava.
- 2 – Roberto
Contratado por um valor considerável, o guarda-redes espanhol chegou para dar segurança à baliza, após Jorge Jesus despedir Quim em direto numa entrevista à RTP.
Contudo, a sua passagem de Roberto ficou marcada por exibições irregulares e erros infantis que lhe valeram críticas constantes.
Roberto Jiménez foi uma das contratações mais infelizes para a baliza encarnada: pelo valor que custou na altura e pelo rendimento.
Flops do Benfica: Vários nomes na história
3 – Yannick Djaló
Yannick Djaló formou-se no Sporting e conquistou mediatismo dentro de campo e também fora dele, sobretudo quando assinou pelo Benfica, em 2012.
No mercado de verão de 2011, Yannick Djaló estava quase certo no Nice, de França. Contudo, a transferência não ocorreu dentro dos prazos da FIFA. Assim, o jogador não se mudou para o clube gaulês e ficou livre.
Quando assinou pelo Benfica a transferência gerou ‘burburinho’. No entanto, Djaló nunca se afirmou de águia ao peito e acabou emprestado a vários clubes, não mais voltando aos patamares que chegou a mostrar no Sporting.
- 4 – Martin Pringle
Martin Pringle chegou ao Benfica em 1996, quando o clube da Luz enfrentava uma das piores décadas desportivas.
O avançado era destaque no futebol nórdico e a esperança dos benfiquistas era enorme com Pringle.
Porém, o sueco já admitiu que, afinal, não era a estrela que o futebol sueco lhe fez parecer. “Quando cheguei ao Benfica percebi que não realmente assim tão bom”, admitiu o ex-jogador, em entrevista ao ‘Aftonbladet’, há poucos anos atrás.
- 5 – RDT
Raul de Tomas, ou simplesmente, RDT, chegou ao Benfica dias após a saída milionária de João Félix para o Atlético de Madrid.
Na altura, Luís Filipe Vieira avançou para a contratação de RDT ao Real Madrid. O avançado formou-se na ‘cantera’ merengue e os benfiquistas esperavam que RTD fosse sinónimo de golos.
Contudo, RDT foi sinónimo de desilusão na Luz e apenas fez 3 golos em 17 jogos oficiais pelo Benfica.
- 6 – David Jurásek
David Jurásek chegou ao Benfica após a saída de Álex Grimaldo para o Bayer Leverkusen. Apesar do elevado investimento, o esquerdino nunca se adaptou ao esquema tático, teve um rendimento pálido, acabando por sair pouco tempo depois por empréstimo.
O checo jogou 12 partidas pelo Benfica a nível oficial e o fracasso da sua adaptação chegou a ser tema em Assembleia-Geral do Benfica.
Jurásek: Um flop do Benfica com custo elevado
“Quem contratou e o escolheu foram as mesmas pessoas que escolheram os jogadores que têm tido sucesso no Benfica. Não tem a ver com a qualidade do jogador, mas com a adaptação. Esses exemplos são muito claros”, argumentou Rui Costa aos sócios sobre a contratação de David Jurásek.
Benfica com vários flops ao longo dos tempos
- 7 – Meité
Meité é outro caso de um jogador que nunca se adaptou ao Benfica. Contratado ao AC Milan, Meité chegou ao Benfica para reforçar o meio-campo.
No entanto, apenas reforçou as ‘dores de cabeça’ da administração porque não se afirmou de águia ao peito e nunca conseguiu justificar o investimento.
A falta de consistência e de capacidade técnica fez com que a sua passagem só não fosse rapidamente esquecida por causa dos gastos que esta contratação gerou aos cofres da Luz.
- 8 – Arthur Cabral
Contratado por um valor elevado na temporada 2023/24 para substituir o artilheiro Gonçalo Ramos, Arthur Cabral nunca se afirmou de águia ao peito.
Contudo, o avançado brasileiro teve alguns bons momentos e foi decisivo. Por exemplo, ajudou o Benfica num apuramento da Champions para a Liga Europa após um golo épico de calcanhar nos descontos diante do Salzburgo, na Áustria.
nunca se firmou como o goleador que se esperava, com um rendimento intermitente, o que fez com que o investimento não fosse justificado.

Flops Benfica: Do investimento a estrelas pouco brilhantes
- 9 – Freddy Adu
Freddy Adu era apelidado de “o novo Pelé” e considerado uma das maiores promessas do futebol norte-americano. A sua contratação pelo Benfica, em 2007, criou enorme entusiasmo, mas o seu talento nunca se traduziu em campo. A sua passagem pela Luz foi um fracasso e a sua carreira nunca mais se relançou.
Nas oportunidades que teve no Benfica nunca demonstrou talento para a equipa principal do Benfica.
A sua passagem na Luz foi tão discreta que acabou por sair rapidamente. Para muitos, a sua passagem pelo Benfica foi um erro de avaliação.
- 10 – Ola John
Ola John custou cerca de 10 milhões de euros em 2012. Na altura, a verba aplicada era considerada enorme dentro da realidade da época.
No entanto, a estrutura encarnada confiava que Ola John era o reforço certo para ajudar o Benfica às conquistas, após brilhar no Twente da Holanda (agora Países Baixos).
Contudo, 9 golos em 90 jogos oficiais não foram suficientes para, em várias épocas, fixar Ola John como um reforço no verdadeiro significado para o plantel.
Assim, Ola John acabou emprestado ao futebol alemão, inglês e espanhol. No entanto, nunca se afirmou.
Anos mais tarde, voltou a Portugal, já sem contrato com o Benfica, e jogou no Vitória, em Guimarães.
Como em qualquer grande clube, o Benfica teve a sua quota-parte de contratações que não deram certo, mesmo com grandes expectativas e investimentos.
Os casos apresentados mostram que os motivos para o insucesso são variados, desde a falta de adaptação e consistência, até erros de avaliação e poucas oportunidades.
Existem promessas que nunca cumpriram, enquanto que outras contratações foram exemplos de como a pressão pode pesar.
Em última análise, um “flop” não é apenas uma questão de talento, mas também do contexto, da gestão e da capacidade do jogador de se afirmar num ambiente de alta pressão como é o do Benfica. Estes exemplos servem para lembrar que, no futebol, nem sempre o potencial ou o investimento garantem o sucesso.
