Portugal
FC Porto 'manda', mas Benfica lidera por um golo desde 2014/15
2021-12-28 21:35:00
Algumas estatísticas dos clássicos entre dragões e águias

O FC Porto ganhou 51 dos 87 jogos caseiros com o Benfica para a I Liga portuguesa de futebol, mas, em contraciclo com todo o historial entre ambos, os ‘encarnados’ lideram, por um golo, desde 2014/15.

Nos derradeiros sete jogos disputados no Porto para o campeonato, cada equipa venceu dois e registaram-se ainda três igualdades, com as ‘águias’ a somarem oito tentos marcados, contra apenas sete dos ‘dragões’.

O Benfica soma apenas 14 vitórias, mas duas acontecerem neste ciclo, a primeira por 2-0, em 2014/15, na primeira passagem de Jorge Jesus pela Luz, com o brasileiro Lima a ‘bisar’ (35 e 56 minutos), ‘evocando’ os feitos de César Brito (1990/91) e Nuno Gomes (2005/06).

A segunda aconteceu em 2018/19, depois de Bruno Lage substituir Rui Vitória, e é a última ‘encarnada’ no conjunto de todos os confrontos entre as duas equipas, com o FC Porto a ostentar presentemente uma invencibilidade de sete jogos.

Os ‘dragões’ até marcaram primeiro, pelo espanhol Adrián López, aos 19 minutos, mas João Félix, aos 26, e Rafa, aos 52, ‘materializaram’ a reviravolta, que atirou o Benfica para a liderança, rumo ao ‘37’.

Além destes dois triunfos, os ‘encarnados’ pontuaram mais três vezes, a primeira em 2016/17, quando o central argentino Lisandro López marcou aos 90+3 minutos, anulando o tento de Diogo Jota, atual ‘estrela’ do Liverpool, aos 50.

Na época seguinte, registou-se um empate a zero, num jogo marcado por um uma jogada aos 56 minutos. O árbitro apitou um fora de jogo claramente inexistente a Aboubakar e impediu a intervenção do VAR, em estreia. Herrera marcaria na recarga ao remate do camaronês defendido por Bruno Varela.

A terceira igualdade aconteceu na época passada, na qual um Benfica invulgarmente personalizado no Dragão começou a ganhar, com um tento de Grimaldo, aos 17 minutos. Taremi empatou, aos 25, e seria expulso, aos 73.

Nos últimos sete anos, o FC Porto só ganhou, assim, em duas ocasiões, e de forma tangencial, por 1-0 em 2015/16, com um tento a acabar (86 minutos) de André André, e por 3-2 em 2019/20, no jogo que começou a ‘virar’ o respetivo campeonato.

O ‘onze’ de Bruno Lage chegou ao Dragão com sete pontos à maior e uma série impressionante de 16 vitórias consecutivas, mas acabou derrotado pelos comandados de Sérgio Conceição, apesar do ‘bis’ do brasileiro Vinícius (18 e 50 minutos).

Sérgio Oliveira, aos 10 minutos, uma grande penalidade do brasileiro Alex Telles, aos 38, e um golo na própria baliza do guarda-redes internacional grego Vlachodimos, aos 44, selaram o triunfo dos ‘azuis e brancos’.

Fazendo as contas desde 2014/15, o Benfica lidera por um golo, sendo que, desde que o Dragão sucedeu às Antas, em 2004/05, pontuou em mais de metade das ocasiões (nove – três vitórias e seis empates -, em 17), com o FC Porto a somar oito triunfos, incluído o ‘famoso’ 2-1 de Kelvin, em 2012/13.

O histórico é, porem, completamente favorável aos portistas, que ganharam 51 das 87 receções ao Benfica, contra 21 empates e 14 triunfos das ‘águias’, e somam mais 67 golos marcados (168 contra 101).

Os ‘encarnados’ só ganharam quatro vezes nos últimos 39 anos, merecendo destaque, neste período, as 10 vitórias seguidas do FC Porto, entre 1994/95 e 2003/2004, seis das quais por dois ou mais golos de diferença.

A história dos ‘clássicos’ em terreno portista para a I Liga arrancou em 1934/35 e os ‘azuis e brancos’ começaram muito bem, mantendo-se invictos nos primeiros oito (cinco vitórias e três empates), para cederem a primeira derrota em 1942/43 (4-2).

Até ao início da década de 50, o Benfica ainda venceu mais três vezes, mas o FC Porto mostrou-se insuperável de 1950/51 a 61/62 (10 vitórias e dois empates), num período em que se destacam três triunfos consecutivos por 3-0 (54/55 a 56/57).

Em 1962/63, um golo do ‘inevitável’ Eusébio valeu uma vitória por 2-1 e o fim do jejum de triunfos do Benfica, que só voltaria a ganhar em 1969/70: a essa derrota, o conjunto da casa respondeu com a segunda maior goleada de sempre (4-0 em 70/71, com quatro tentos de Lemos).

A década de 70 acabou, no entanto, por ser o melhor período dos ‘encarnados’, que em 1971/72 ganharam por 3-1 e conseguiram, depois - pela primeira e única vez em solo portista -, três triunfos consecutivos, entre 74/75 e 76/77.