Portugal
"Fala-se no ordenado de Acuña como motivo para dispensa, mas não explicam Ilori"
2020-09-11 15:10:00
Ex-dirigente compara casos do argentino e do português e recorda "ataque ao poder" no Sporting

Bruno Mascarenhas, antigo vogal da direção de Bruno de Carvalho, voltou a afirmar que o Sporting quer ‘escorraçar’ Marcos Acuña e desafio a direção leonina a explicar a situação de Ilori.

No artigo de opinião para o blogue Leonino, o ex-dirigente comparou os casos do lateral argentino e do central português.

“No momento em que se fala do ordenado de Acuña como motivo para a sua dispensa, custa-me, entre outros, que não seja explicado o racional subjacente ao ordenado bruto de Tiago Illori, que esta direcção se atreveu a contratar”, sustentou.

Pegando no relatório e contas do Sporting, Mascarenhas questionou as “contratações absurdas” que custaram “mais de 60 milhões de euros” quando da formação saem talentos com “trajeto vencedor”, como Daniel Bragança e Joelson Fernandes, dupla que renovou esta semana.

“Torna-se forçosa a interrogação sobre os reais objectivos desportivos e financeiros destas mesmas contratações”, insistiu.

Mudando de assunto, o antigo vogal da direção de Bruno de Carvalho considerou que o Juízo local Cível de Lisboa validou, com a decisão referente a José Trindade Barros, que houve “um assalto ao poder” no Sporting.

Expulso de sócio, Trindade Barros, antigo vice-presidente da Comissão Transitória da Mesa da Assembleia Geral, tinha recorrido ao tribunal para anular tal decisão. Para além de perder o recurso, foi considerado litigante de má-fé.

“O senhor Dr. Zé Trindade Barros, que não pagava quotas desde 1994 e foi convidado, a troco de honorários, para assumir um papel que juridicamente não tinha nenhuma sustentação, foi agora arrasado tecnicamente pela referida decisão”, comentou Bruno Mascarenhas.

Continuando o raciocínio, o ex-dirigente culpou Trindade Barros pelos maus conselhos que acabaram por resultar, na opinião dele, na destituição da direção de Bruno de Carvalho.

“Daqui resulta que os meus ex-colegas foram juridicamente mal aconselhados, induzidos e condicionados a uma estratégia que estava errada, que os prejudicou a eles e ao Sporting”, complementou.

“Houve um assalto ao poder pelas pessoas que hoje estão nos órgãos sociais. A forma como o atingiram foi facilitada pelos erros sucessivos que foram cometidos e para os quais atempadamente alertei. Desde logo pela tentativa de criação de um órgão anti estatutário e ilegal e que foi justamente criado pelas pessoas que o iriam compor. Ficam de vez dissipadas as dúvidas quanto a este assunto e o senhor em questão que se dedique a melhorar os seus conhecimentos em vez de vir, a troco de promessa de honorários, atrapalhar a vida de um clube centenário”, finalizou Bruno Mascarenhas.