Portugal
"Essa história do Darwin... Parece que é uma situação fora do comum...”
2021-09-25 23:10:00
Jorge Jesus desvaloriza troca acesa de palavras entre uruguaio e o técnico, durante o jogo com o Vitória

O Benfica vencia por 2-0 e Darwin poderia assistir Yaremchuk para uma caminhada do ucraniano a solo para o 3-0. Porém, o avançado uruguaio preferiu galgar terreno e a jogada, já na segunda parte, perdeu-se.

Jorge Jesus não gostou e repreendeu Darwin, que respondeu no mesmo tom agressivo que carateriza o técnico do Benfica. O treinador chamou de imediato Pizzi, lançando-o no jogo, mas retirou Yaremchuk, quando se pensava que iria punir o jovem uruguaio, pela forma como se expressou.

Poderia abrir-se um ‘caso’, mas Jorge Jesus preferiu ser diplomático e chamou Darwin para uma tranquila troca de palavras. Fim de história.

A história terminou, mas a pergunta impunha-se, na conferência de imprensa de análise ao jogo, que os encarnados venceram por 3-1, prosseguindo uma caminhada perfeita, em sete jornadas da I Liga. E Jorge Jesus foi convidado a comentar o ‘incidente’.

“Sobre essa história do Darwin, parece que o diálogo entre jogadores e treinadores é uma situação fora do comum. O treinador tem de dar ordens aos jogadores, quando acha que não fez tão bem a jogada. Às vezes, o jogador acha que não fez tão mal a jogada e responde”, resumiu Jorge Jesus.

Sobre o jogo, elogios ao adversário e à “grande primeira parte” do Benfica. “Tínhamos a noção de que este jogo em Guimarães era difícil. Sabíamos que o Vitória tinha uma equipa bem organizada, com bons jogadores, com um público apaixonado, que acredita que a equipa pode dar sempre a volta. O Benfica fez uma primeira parte de muita qualidade, com dois golos, e poderia ter chegado ao intervalo a ganhar por 3-0 ou 4-0. O Vitória não teve hipótese. O Benfica teve sempre bola e muita criatividade individual e coletiva. Jogámos muito na primeira parte”, resumiu o técnico, numa análise à primeira parte.

Na segunda parte, “o jogo ficou dividido”. O Benfica “já não foi aquela equipa tão bem posicionada, tão criativa e tão bem posicionada taticamente como na primeira parte”, considerou o técnico.

“Começou a perder referências posicionais tanto com bola, como sem bola. O Vitória reequilibrou o jogo, mas sem nos criar grandes problemas em termos de decisão e de finalização. O 3-1 deu alguma esperança aos jogadores e aos adeptos de entrarem no jogo”, disse.

Com o 3-0, Jorge Jesus fez algumas substituições “para não ter jogadores tão fatigados na quarta-feira", dia em que defronta o Barcelona, para a Liga dos Campeões. “As substituições não conseguiram segurar a mesma intensidade de jogo que a equipa vinha a ter. Os adeptos do Benfica estiveram em minoria, mas presentes, a apoiar-nos e a incentivar-nos. A partir de agora, é pensar no próximo jogo, para a Champions”, realçou Jesus.

Sobre o percurso perfeito na I Liga, com sete vitórias em sete jogos, “faz parte daquilo que andamos à procura”.

“Tínhamos um jogo difícil. Não se pode desvalorizar os jogadores do Vitória, que são tecnicamente evoluídos. Sabíamos que se não estivéssemos bem taticamente em termos defensivos, poderíamos ser surpreendidos. Não permitimos isso”, disse ainda.

“O Benfica tem um lote de jogadores muito aproximados. Tem praticamente duas ou três opções por posição, sem baixar muito a sua qualidade”, enalteceu Jorge Jesus.