Portugal
ERC repudia "categoricamente" clima de intimidação e violência sobre os media
Redação
2021-04-28 20:20:00
Regulador apela à "intervenção pronta e firma das autoridades" na sequência da agressão a um repórter da TVI

A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) repudiou hoje "categoricamente" o clima de intimidação e violência que os media possam estar sujeitos no exercício da sua atividade e apelou para a intervenção "pronta e firme" das autoridades policiais.

Em comunicado, o Conselho Regulador da ERC salienta que "tomou conhecimento, com particular preocupação, dos acontecimentos que se seguiram ao desafio de futebol realizado entre o Moreirense FC e o FC Porto, no dia 26 de abril de 2021, em que se encontrava em exercício de funções um profissional de comunicação social, que se viu impedido de realizar o seu trabalho em condições de segurança profissional e pessoal, situação suscetível de condicionar a liberdade de informação".

A Entidade Reguladora para a Comunicação Social "repudia categoricamente o clima de intimidação e violência a que os profissionais da comunicação social possam estar sujeitos no exercício da sua atividade, apelando à intervenção pronta e firma das autoridades policiais, desportivas e judiciais, para que se evite, no futuro, a repetição destas situações", lê-se no comunicado.

O repórter de imagem da TVI Francisco Ferreira sofreu na segunda-feira à noite, em Moreira de Cónegos, distrito de Braga, uma agressão que teve "como protagonista o empresário de futebol Pedro Pinho", referiu a direção de informação da TVI na terça-feira, num comunicado em repudiou "veementemente" o ato.

A agressão aconteceu após o jogo disputado entre o Moreirense e o FC Porto.

A ERC junta-se, assim, a várias entidades, entre a Federação Portuguesa de Futebol (FPF), o Sindicato dos Jornalistas (SJ), a Associação dos Jornalistas de Desporto (CNID), a Associação Nacional de Agentes de Futebol (ANAF) e a Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF), juntamente com os clubes Sporting e Benfica, e o ministro da Educação, que condenaram o ato.