Portugal
"Em Portimão o campo fica inclinado demasiadas vezes", diz Sílvio Cervan
Redação
2021-04-20 15:35:00
"Jogo ainda mais difícil pelas vicissitudes das políticas desportivas e pelo que representa hoje em dia o Portimonense"

O Benfica avança para Portimão para tentar retomar o caminho das vitórias, depois da derrota caseira, no sábado, frente ao Gil Vicente. O Sporting ficou mais longe, tal como o FC Porto, que é segundo e tem agora seis pontos de vantagem para a formação orientada por Jorge Jesus no que toca à disputa por uma vaga direta na próxima fase de grupos da Liga dos Campeões. Sílvio Cervan, vice-presidente do Benfica, mostra-se confiante na ponta final da equipa da Luz, mas sempre vai avisando que é preciso ir ao Algarve em alerta pois no Municipal de Portimão a vida do Benfica costuma ter "alçapões".

"O jogo de Portimão é tradicionalmente difícil. E transformou-se agora num jogo ainda mais difícil pelas vicissitudes das políticas desportivas e pelo que representa hoje em dia o Portimonense no panorama desportivo português ao nível das influências, ao nível do seu capital social e outras coisas sobre as quais não quero estar aqui a falar. Mas o jogo de Portimão é sempre um jogo muito difícil e é sempre um jogo cheio de alçapões, de gritos e coisas extra jogo, coisas que acontecem fora das quatro linhas", detalhou o dirigente encarnado, certo de que também ao nível da escolha dos representantes de arbitragem certas situações costumam acontecer nos jogos do Benfica no Municipal de Portimão.

"Em Portimão, o campo fica inclinado demasiadas vezes. As nomeações e as arbitragens dos jogos em Portimão são sistematicamente nomeações e arbitragens infelizes com consequências adversas", lamentou Sílvio Cervan, lembrando ainda que a equipa agora orientada por Paulo Sérgio está a subir de produção e a praticar um futebol que poderá criar problemas aos jogadores do Benfica. "O Portimonense é uma equipa aguerrida, um campo pequeno, vamos ter muitas adversidades", vaticinou o dirigente encarnado, em declarações na Benfica TV.

A época encarnada tem corrido longe daquilo que os benfiquistas esperavam e, sobretudo, depois do investimento feito pela direção e as promessas feitas por Jorge Jesus quando voltou ao clube. Apesar de as coisas não estarem a sair como era esperado, Sílvio Cervan faz um apelo à calma e pede aos adeptos encarnados para confiarem na direção e no rumo que está traçado pela equipa de Luís Filipe Vieira. A esse respeito, Cervan recorda que há não muitos anos o clube optou por manter o rumo e Jorge Jesus, depois de uma época em que perdeu tudo, e no ano seguinte começou uma caminhada de quatro anos seguidos a vencer o título.

"A época 2012/13 é assombrosa de futebol do Benfica. É uma das épocas em que eu tenho mais orgulho do Benfica. O Benfica só perdeu a final da Taça de Portugal porque não havia VAR e porque o Jorge Sousa validou dois golos irregulares. São os dois irregulares sem tirar mérito ao Vitória. Tem um azar dos Távoras no campeonato nacional. Empata em casa com o Estoril e os adeptos já se esqueceram que aconteceu pois três dias antes faz um jogo épico contra o Fenerbahçe e vira uma eliminatória e volta a uma final europeia onde teve um belíssima prestação", comentou Sílvio Cervan.

O vice-presidente do Benfica referiu por isso que essa temporada deve estar na memória dos benfiquistas e até realça que estes não a devem esquecer. "Essa é uma época da qual nos devemos orgulhar mesmo não tendo conseguido os títulos que todos desejávamos. É uma época em que conseguimos ter a serenidade de não colocar tudo em casa e foi mantido o rumo. No ano seguinte, começamos a vencer o tetra porque na época anterior, onde se perdeu tudo, não se colocou em causa tudo. Essa época é uma lição para todos os benfiquistas. Essa foi uma época para lembrar e para nos orgulharmos".