Portugal
"É ridículo. O que é que eu posso dizer? Temos estas barracas", critica Pepa
Redação
2020-08-18 11:10:00
Nova época ainda não começou e já tem um caso relacionado com o sorteio do campeonato

O Paços de Ferreira alcançou a permanência na I Liga de futebol a uma jornada do fim, mas o caminho foi difícil e envolveu duas equipas técnicas e um extenso plantel, com várias mudanças ao longo da época. Pepa terminou a temporada na Mata Real e a direção volta a confiar-lhe a missão de guiar os pacenses na nova época.

Só que a nova época ainda não está completamente definida. Por conta da pandemia que arrastou a última temporada e tem atrasado o começo da edição 2020/21, o novo campeonato ainda não arrancou e nem se conhece o calendário. Mas aí, lembra Pepa, a razão é outra. 

O sorteio da I Liga ainda não se realizou por conta da questão que envolve a descida administrativa do Vitória de Setúbal.

Para evitar realizar um sorteio com possibilidades entre duas equipas (Vitória de Setúbal ou Portimonense - que ficará na I Liga se os sadinos descerem mesmo ao Campeonato de Portugal pela secretaria), a Liga decidiu marcar o agendamento do calenário para um altura em que, supostamente, já se saberá o resultado da questão sadina, que foi despromovida na secretaria por alegadas irregularidades administrativas.

Pepa não percebe como é que em Portugal estas coisas continuam a acontecer e mostra o seu descontentamento.

"É ridículo. O que é que eu posso dizer? É mau para o nosso futebol. Estamos a falar da sexta melhor liga da Europa e temos estas barracas. Sinto-me envergonhado."

O treinador do Paços de Ferreira diz que esta situação é reveladora da situação que se vive no país, em geral.

"Isto é passar uma imagem de amadores, como é uma vergonha o que se está a passar no Novo Banco", criticou, em entrevista ao jornal O Jogo.

O Vitória de Setúbal, que terminou a edição de 2019/20 da I Liga no 16.º lugar, acima da zona de despromoção, foi impedido de se inscrever nas competições profissionais, depois de a Comissão de Auditoria da Liga ter reprovado os processos de licenciamento.

Em causa estavam pressupostos financeiros incumpridos: o clube não conseguiu apresentar prova de “inexistência de dívidas a sociedades desportivas”, a “inexistência de dívidas a jogadores, treinadores e funcionários”, assim como “a regularidade da situação contributiva perante a Autoridade Tributária”, segundo a Liga.