Portugal
"É mais importante uma presença nos quartos da Champions que o título nacional"
2022-09-19 10:50:00
"Não me esqueço do período trágico/cómico que antecedeu a chegada de Amorim", diz ex-dirigente

O Sporting está a realizar uma temporada com duas faces como se de uma moeda se tratasse. Se na Liga dos Campeões a vida dos pupilos de Rúben Amorim corre às mil maravilhas, somando por vitórias os dois jogos realizados na fase de grupos da prova milionária, a nível interno são muitas as interrogações.

Com sete jornadas já disputadas, o clube de Alvalade tem um atraso pontual na casa dos dois dígitos para o líder Benfica, mas não só, pois os outros rivais têm já margem de vantagem para o Sporting de Rúben Amorim, algo que complica a tarefa dos comandados de Alvalade na tentativa de conquistar o título.

Se o Benfica tem 11 pontos de vantagem para os leões, o FC Porto, campeão em título, tem mais seis, enquanto que o SC Braga soma mais nove.

O Sporting segue em oitavo lugar com 10 pontos somados em 7 jornadas já realizadas, mas Bruno Mascarenhas, antigo dirigente do clube lisboeta, prefere focar a sua atenção na prova milionária, defendendo mesmo a ideia de que uma ida aos quartos de final da Liga dos Campeões deverá ser motivo de regozijo em Alvalade, até mesmo num nível maior do que se for campeão nacional, isto enquadrando com a afirmação internacional.

"Com os pés bem assentes na terra e sem 'embandeirar em arco', devemos fazer o nosso caminho e apostar tudo nesta prova", deseja Bruno Mascarenhas.

"Sou daqueles que entende que, neste momento, é mais importante para a valorização do clube e prestígio internacional uma presença nos quartos de final da Champions League do que o próprio título nacional", afirmou o antigo dirigente do Sporting.

Em artigo de opinião que assina no portal Leonino, Bruno Mascarenhas realça também que até Rúben Amorim tem na Liga dos Campeões uma montra para se mostrar. Mascarenhas fala mesmo numa "montra de excelência para a sua valorização profissional".

Por outro lado, o antigo dirigente do Sporting diz não ter "memória curta" e ainda se recorda do que era o clube antes de Rúben Amorim chegar a Alvalade.

"Como não tenho memória curta, não me esqueço do período trágico/cómico que antecedeu a sua chegada e o que se passou entretanto", destaca Bruno Mascarenhas.

O antigo dirigente do emblema verde e branco sustenta que "este atual projeto desportivo assenta a sua força e todas as suas 'fichas' na qualidade do treinador, nas suas escolhas".

Trata-se, pois, de algo que a Bruno Mascarenhas lhe parece ser, até ao momento, "a receita certa." "Estou certo que enquanto tivermos este treinador os sócios estarão tranquilos, confiantes e unidos", vaticinou ainda Bruno Mascarenhas.