Portugal
"De cada vez que o Benfica procura uma solução são 20 milhões"
2024-06-04 14:50:00
"Quem é que vai chegar ao Arthur Cabral e ao Benfica e pagar 20 milhões de euros?", questiona ex-futebolista Diogo Luís

Arthur Cabral foi contratado pelo Benfica assim que Gonçalo Ramos saiu para o Paris Saint-Germain. Contudo, o jogador brasileiro nunca se conseguiu fixar como um titular indiscutível no onze de Roger Schmidt.

Na verdade, na época 2022/2024, nenhum dos avançados do Benfica assumiu o estatuto de titular para o treinador germânico. Por isso, o Benfica prepara mudanças no seu setor mais adiantado.

“O Benfica tem de procurar soluções, é verdade. Mas a realidade é que de cada vez que procura uma solução é 20 milhões. É 20 para aqui, 20 para ali, para acolá. E o rendimento desportivo tende a não aparecer”, referiu Diogo Luís.

Por outro lado, numa altura em que se fala de uma eventual saída de Arthur Cabral, o ex-futebolista e especialista em matérias financeiras não prevê que algum clube pague 20 milhões de euros para garantir Arthur Cabral.

“Quem é que vai chegar ao pé do Arthur Cabral e do Benfica e pagar 20 milhões de euros? Sabendo que as coisas não correram bem?”, questionou Diogo Luís, em declarações na CNN Portugal.

"Benfica procura uma solução por 20 milhões"

Em todo caso, Diogo Luís admite que o Benfica pode conseguir essa verba. De tal modo que Diogo Luís lembra que, no passado, outros jogadores já deixaram a Luz por verbas a rondar o preço pelo qual foram compradas.

“O Benfica já nos habituou a comprar jogadores por 20 milhões de euros. As coisas não correm bem e, a seguir, vende-os pelo mesmo valor", disse Diogo Luís, apresentando alguns desses exemplos.

"Aconteceu com o Roberto, o guarda-redes, aconteceu com Raul De Tomas, agora a realidade é que, neste momento, os avançados que o Benfica quer vender não estão tão valorizados e a margem negocial está sempre do lado de quem entende que pode ser um bom negócio”, avisou ainda o antigo camisola 36 do Benfica.

Na Luz, a época não correu dentro do esperado, sobretudo ao nível da frente de ataque. Após a saída de Gonçalo Ramos, ficou patente um "sistema rodízio" criado por Schmidt, como chegaram a apelidar.

"Aconteceu com o Roberto, o guarda-redes, aconteceu com Raul De Tomas"

É que Roger Schmidt começou por colocar Petar Musa, deu também chances a Casper Tengstedt e até a Marcos Leonardo, tal como a Arthur Cabral. No entanto, nenhum dos avançados foi titular de forma frequente durante várias jornadas.

Aliás, deu-se o caso de um jogador marcar golos numa ronda, na outra ser titular e depois sair ao intervalo, entrando outro avançado. E mesmo em alguns jogos, Roger Schmidt entendeu jogar sem uma referência de área.